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O que sinto é mesmo depressão pós-parto

Geise, mãe de Lucca, conta como sente o que descobriu ser depressão pós-parto

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

 

Me chamo Geisi e depois de 1 ano e 5 meses confirmei ontem o que minha prima vinha sempre me falando, e que eu sempre via na intenert que poderia ter, a Depressão Pós Parto.

Engravidei por que meu ex marido me pedia muito. Em 2010 eu vim ao Brasil a passeio, morava na Bélgica, e desconfiava que poderia estar grávida, mas depois de tantos meses frustrantes com testes de gravidez que sempre davam negativo, meu marido não deixou eu fazer o teste um dia antes de viajar. 

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Quando cheguei, em setembro, esperei passar uns 15 dias para fazer o teste e o que tinha quase certeza se confirmou, estava grávida.  Tive uma gravidez ectópica, perdi o bebê e voltei, em dezembro, para casa. Em janeiro estava grávida de novo, agora do meu filho. Foi uma gravidez conturbada e tranquila ao mesmo tempo.  Muito desejada pelo pai do meu filho, até mais do que por mim.

Fui pro hospital numa quarta, mas só tive nenê na sexta. Tomei 8 Cytotecs para ter parto normal e não consegui. Aí levei 10 injeções de raqui para ter a cessaria, cada picada que sentia pedia para morrer porque achava que não conseguiria, meu filho nasceu com 41 semanas e 2 dias e teve que ficar 5 dias no neonatal, porque inalou o liquido.

Quando estava no hospital tudo era maravilhoso, mas quando cheguei em casa eis que minha vida tinha virado um inferno. Minha mãe tinha ido me ajudar, tudo estava bem, mas acho que minha mãe ajudou a piorar minha depressão, as implicâncias com o meu marido me afetaram muito e quando ela foi embora, as brigas viraram rotinas e  a falta de tesão por ele ainda mais.

Não tinha vontade de cuidar do meu filho, amamentei só 2 meses o que para mim era um alivio, não cuidava da casa, do marido, do filho, sentia um enormeeeee cansaço e a única coisa que me fazia bem era ir para rua onde eu sentia tranquilidade, mas quando voltava para casa, tudo começava de novo, triste, cansaço, falta de tesão, ansiedade por comida, vontade de dormir.

Quando meu pai surgiu com uma passagem para o Brasil para passear, foi uma luz para mim, conversei com meu marido e mesmo ele não querendo que fizesse essa viagem, ele me apoiou e me prometeu que viria me buscar. 

Cheguei no Brasil e o alivio surgiu não tinha que cuidar do meu príncipe, todos o paparicavam, achava um máximo, mas em novembro meu marido me pediu um tempo, estava com outra pessoa… Foi aí que comecei a achar culpa em mim e ainda mais ficar pensando que tudo que aconteceu foi por causa do nosso filho, que se não tivesse ele nada disso teria acontecido, estaríamos juntos nos amando como antes, sinto que não amo meu filho como uma mãe deve amar, as vezes ele cai machuca e não toca meu coração, sinto a pior mãe desse mundo, é triste falar isso e sentir tudo isso, mas quero que Deus me perdoe por tudo isso.

Agora é a hora de tentar um dia melhor que o outro!

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