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O autor Zuenir Ventura conta o que foi do ano de 1968

A geração de 68 achava que a família ia desaparecer, mas hoje ele é a instituição mais respeitada

Redação Pais&Filhos

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Zuenir Ventura, pai de Mauro e Elisa, autor de 1968 – O Ano que Não Terminou e 1968 – O que Fizemos de Nós

Como você via a família em 1968?

Não eu, que sempre fui muito família, mas aquela geração achava que a família era uma instituição em crise, fadada a se desintegrar, a desaparecer.

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Como você vê a família hoje?

Hoje é uma das instituições mais sólidas, apesar das mutações (há casais separados que se casaram de novo cujos filhos se relacionam harmoniosamente com pais e padrastos, mães e madrastas). Li há tempos uma pesquisa dizendo que quase 70% dos entrevistados consideravam a família como a instituição mais respeitada.

O que era novo e ficou velho?

Apenas uns exemplos: a ideia de que não se devia confiar em ninguém com mais de 30 anos. Achar que “quem sabe faz a hora não espera acontecer”. E acreditar que “é proibido proibir”.

O que virou tradição?

O avanço e as conquistas de movimentos como o feminino e o gay.

 O que passou de pai pra filho?

Uma relação menos repressiva do pai para com o filho.

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