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Mulher consegue conciliar maternidade e carreira

Caroline tev que montar uma estrutura para continuar viajando a trabalho

Redação Pais&Filhos

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Uma das minhas maiores preocupações quando estava grávida era conseguiria conciliar a maternidade com a minha vida profissional. Trabalho em uma empresa legal, com pessoas bacanas e realizo uma atividade gratificante. Eu trabalho porque preciso, claro, mas também porque gosto muito. Durante um tempo, cheguei até a pensar em me dedicar exclusivamente aos meninos, mas acabei me dando conta que sentiria falta real do trabalho e dos desafios que me são apresentados.

Como consultora, o que mais me preocupava não eram as altas cargas de trabalho ou expedientes até altas horas da madrugada, mas as viagens. Como trabalho atendendo clientes, tenho que viajar frequentemente. Faz parte da função. E para complicar mais um pouquinho, moramos em São Paulo, longe de toda a família, que vive em Porto Alegre.

Claro que cada caso é único, mas eu consigo seguir trabalhando em função de três fatores. O primeiro, e mais importante, é o apoio que tenho do Rodrigo, meu marido e pai da duplinha. Além de ser um superpai que faz de tudo (troca fraldas, dá banho, dá a comida, nina e até acorda de madrugada) ele é superpaciente e ainda me incentiva  mesmo a continuar trabalhando e desenvolver minha carreira. Não só assume os meninos, como me estimula. isso é Essencial.

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Minha empresa também ajuda. Tenho a felicidade de trabalhar com pessoas ótimas que entendem que, antes de ser profissional, sou um ser humano. Claro que tenho um histórico na companhia e quando falo que não posso comparecer a alguma coisa, eles sabem que é quase impossível. Temos uma relação de confiança. Posso falar sobre minhas dificuldades que sou compreendida.

Montei uma estrutura de apoio. Não tenho dinheiro sobrando, mas tenho uma empregada que ajuda em casa diariamente e uma babá que dorme com os meninos durante a semana. Penso nisso como um investimento e como a única forma de continuar viajando. A empregada auxilia com os meninos pela manhã e a babá à noite, para que Rodrigo possa descansar. Conto também com a minha mãe, que eventualmente vem de Porto Alegre para alguma emergência (para isso que juntamos milhas, correto?).

Nem sempre é fácil conciliar todos esses papéis. Sinto saudades, me questiono e às vezes a culpa tenta me pegar. Mas sempre procuro pensar um pouco melhor e ouvir outras pessoas antes de tomar qualquer decisão precipitada. Tenho conseguido dar conta da maternidade e da carreira em um esquema familiar em que a mãe também viaja a trabalho e o pai ajuda nos cuidados diários, diferente do tradicional. E quando volto de viagem, tenho a recompensa que só é dada às mães que ficam longe: chegar em casa com um nariz “desacostumado” e sentir o cheirinho das crias. Indescritível.

Caroline Passuello é mãe dos gêmeos Leonardo e Rafael e consultora sênior em gestão de risco. Viaja a América do Sul fazendo o que gosta, mas só se sente completa quando está em casa. Quando sobra um tempinho, escreve no blog www.vinhosviagenseumavidacomum.blogspot.com

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