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Maria vai com as outras

Redação Pais&Filhos

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Ajude seu filho a resistir às pressões da turma. Pois é. Ou você achou que esse tipo de coisa só acontecia a partir da adolescência?

Por Rachel Aydt / Tradução de Samantha Melo, filha de Sandra e Tião

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Um dia, meu filho Jamie chegou da escola com um pedido: queria comprar uma mochila do Homem-Aranha. Ele não queria mais usar a cinza – aquela pela qual ele tinha implorado meses antes. Quando perguntei o motivo, ele veio com essa: Max, um amigo da escola, tinha dito que a mochila dele era feia. Até aí, ainda vai. O problema era que, se meu filho não trocasse de mochila, Max não ia mais querer ser seu amigo!

Estava preparada para Jamie ter de lidar com a pressão dos colegas mais tarde, lá pelo Ensino Médio, não aos 7 anos. Mas parece que é mais comum do que eu imaginava. "Quando as crianças entram na escola, ficam longe da supervisão dos pais e têm mais liberdade para convencer os amigos de que as coisas de que gostam são as melhores", explica Cynthia Langtiw, professora assistente da The Chicago School of Professional.

Essa pressão surge em relação a coisas materiais (a mochila mais legal) ou a questões sociais (o game mais maneiro ou o corte de cabelo). Como ajudar seu filho a manter suas próprias preferências e, ainda assim, ter muitos amigos na escola? Especialistas em desenvolvimento infantil dão algumas dicas.

Não aceite a pressão
Ensine a seu filho o que é ou não considerado uma pressão dos colegas. Assim ele sabe como reagir. Por exemplo, explique que não tem problema um amiguinho lhe contar sobre sua coleção de Lego. Mas não é aceitável que ele diga algo como: "Você não pode brincar com a gente porque você não gosta de Lego". Mostre que é divertido quando os amigos compartilham seus novos brinquedos, jogos e ideias, mas isso vira uma pressão quando eles tentam falar ou perturbar o seu filho tentando mudar o que ele gosta.

Sugira acordos
As crianças cedem à pressão dos colegas porque sentem que não têm outra escolha se quiserem ter amigos. Mas você precisa deixar claro que as coisas não são tão radicais e sugerir algumas formas de acordo. Por exemplo, diga que não teria problema se ele dissesse algo como: "Vou jogar futebol com você no recreio hoje, se amanhã você catar pedrinhas comigo" ou "eu não quero usar uma camiseta da Hannah Montana para vir à escola amanhã, mas podemos usar tiaras como as que ela usa". Logo, seu filho ou filha poderá chegar a uma solução por conta própria.

Sugira boas respostas
Perturbar não faz sempre parte da pressão dos colegas, mas na maioria das vezes, sim. Se seu filho está sendo ridicularizado porque gosta do iogurte da Dora, A Aventureira, por exemplo, ajude-o a encontrar uma resposta inteligente. Peça para que ele imite o colega que zoa. Quando ele repetir que “isso é coisa de menina”, diga: "Talvez seja, mas é delicioso! Se fosse eu que tivesse feito o iogurte, colocaria um super-herói nele, em vez da Dora”. Além disso, ensine frases que ele poderá usar em qualquer situação, tipo: "Vou pensar sobre isso". Assim, ele define limites sem provocar uma reação dura.

Construa sua autoestima
Crianças confiantes são muito menos propensas a ceder à pressão de seus colegas ou mudar as suas próprias opiniões. Ajude seu filho a se sentir confiante sobre suas próprias preferências, dando-lhe sempre oportunidades para discutir seus gostos. Ouvi-lo sem julgar também vai lhe dar a segurança para dizer o que pensa aos amigos e manter o que ele gosta. "Sou fã da Dora mesmo, e aí, vai encarar?"

Para os pais


Os amigos de meus filhos, de Carmen Guaita
Ajuda a transmitir ao filho a importância de confiar em sua capacidade para escolher amigos.
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Para os filhos
 


Um guia para ser você de verdade, de Jim Auer
Apresenta o que é a pressão dos colegas e encoraja a criança a desenvolver um sólido senso de autoestima, permitindo-lhe dizer "não" quando necessário.
Ed. Paulus (www.paulus.com.br), R$12

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