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Mamãe foi trabalhar sem culpa

No 6º encontro da campanha mostramos dilemas entre carreira e maternidade

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

06/11/2012

Com um quente dia de primavera, demos início ao nosso 6º Brunch Culpa, Não! Mães, filhos, pais e avós estiveram aqui na redação da revista Pais & Filhos, em São Paulo, para um bate-papo com a psicóloga e pedagoga Elizabeth Monteiro, mãe de quatro filhos e avó de quatro netos, além de autora do livro “A Culpa é da Mãe.

Com um delicioso cardápio, e bebidas refrescantes começamos nosso brunch que tinha como pauta principal ‘trabalho x culpa’. Mônica Figueiredo, nossa diretora editorial e mãe de Antonia, abriu a conversa perguntando às mães como era ter de lidar com carreira e maternidade, sabendo que, de um lado há aquelas famílias que têm o homem como principal fonte de renda; mas, há aquelas em que a mulher exerce a função de chefe da casa.

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De quem é a culpa?

Entrevista: Elizabeth Monteiro

E agora? Se a mãe para de trabalhar, pode ter de lidar com instabilidade financeira, futuras frustrações por não ter uma carreira etc. Mas, se voltar ao trabalho, sente culpa por ter de deixar o filho em uma creche, não ter tanto tempo para ele etc. Além de ter de lidar com o próprio julgamento, ainda precisa enfrentar críticas de outras mães que ficam em casa com as crianças.

Graziella Piccoli, mãe de Beatriz de 1 ano, não hesitou: “Deixar de trabalhar nunca foi uma opção na minha casa. Quando minha mãe me teve, não deixou o trabalho, assim como a minha sogra, por isso, eu não vi isso como uma possibilidade”. Já Camila Fernandes, mãe de Samuel também de 1 ano, contou: “Eu e meu marido nos decidimos por isso. Reestruturamos as finanças da casa e conseguimos. Foi a melhor decisão que tomamos, ele está bem!”, conta.

Apesar de dividir opiniões, todas essas questões mostraram um ponto comum entre as mães. Trabalhando ou não, vem a culpa. Gabriela Miranda, mãe de Benjamin de 1 ano e 4 meses, contou que quando passou a dar mamadeira a seu filho para que ele pudesse se adaptar a nova fase da escolinha, ele não parava de chorar. A psicóloga Elizabeth Monteiro alertou: “O que atrapalha o filho é a insegurança dos pais. Tem de haver comunicação de forma segura entre mãe e filho”.

Outras mães concordaram que, em alguns momentos, percebem que certas reações de seus filhos estão associadas à percepção delas a respeito do assunto. Claro que haverá uma dificuldade inicial ao dar a primeira mamadeira, ou levá-lo para a escola, mas a criança ficará mais tranquila se a mãe estiver segura de que aquela é a melhor decisão.

Estão todos de olho

Apesar de concordar que não existe a perfeição, as mães se preocupam com o que as outras pensam de como criam seus filhos.Tendo criado quatro filhos e quatro netos, Elizabeth salientou: “Temos de olhar para dentro da gente. O comportamento das crianças é um reflexo de seus pais. Mãe acaba encanando com tudo, vem sempre muita crítica”. Para finalizar o tópico Mônica lembrou de uma frase que costumava dizer quando sua filha era mais nova: “Seus amigos irão te entender e seus inimigos vão te criticar, ou seja, quem gosta de você vai entender seu ponto de vista, mas aqueles que não gostam de você irão te criticar, não importa o que você faça”.

Culpa, sim!

Não há um mapa do tesouro. O caminho é o equilíbrio. Mãe de Milena, de 1 ano e 4 meses, Andréa Freitas, ponderou que não passa todo o tempo com sua filha, mas que, quando se dispõe a fazer isso, não se importa com o olhar alheio, quer mesmo aproveitar: “Quando tenho visitas, as pessoas acham que minha casa está uma bagunça, não me incomodo. Sei que me dediquei à minha filha e, por isso, deixei de passar um tempo limpando e arrumando. Não me importo! Eu quero é aproveitar os bons momentos com ela, sem me preocupar com esse tipo de coisa”.

A psicóloga mostra que há diversas formas de educar seu filho sem a presença da culpa. “Nas férias, por exemplo, você não precisa olhar com os olhos educadores para seu filho. Assim, eles podem conhecer um outro lado da mãe e você vai conhecer um outro lado de seus filhos também”, diz. No fim do dia, fica uma última advertência dada pela pedagoga: “A única coisa que precisamos tomar cuidado é com o rótulo que a gente dá para os filhos. A criança não sabe quem ela é, por isso, ela vai se comportar da forma como a família diz que ela se comporta”, alerta.

Com o brunch, encerramos esse ciclo de discussões entre maternidade e trabalho e partimos para o tema central do mês de novembro: Afinal, de quem é a culpa? Leia a reportagem da nova edição da Revista Pais & Filhos e entre nesse debate conosco!

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Confira como foi nosso encontro anterior

Veja o vídeo do 6º brunch:

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