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Mãe conta como lidou com a alergia alimentar da filha

Nina não pode ingerir proteínas do leite e da soja

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

30/08/2012

Fabiana S. Bordoni, mãe de Nina.

“A Nina tem dois anos e quatro meses e a alimentação fora de casa com ela nunca foi fácil. Ela nasceu com alergia alimentar às proteínas do leite e da soja e descobrimos isto quando ela tinha aproximadamente quatro meses. Eu a amamentei até seis meses exclusivamente, e continuei até um ano e meio, quando ela resolveu parar. Até ela completar onze meses eu fazia a dieta de restrição, pois tudo que eu comia era transmitido para ela através do leite materno e fazia mal. Portanto, quase não comíamos fora de casa, pois não sabíamos exatamente quais ingredientes eram usados na preparação, e qualquer quantidade seria nociva à saúde dela.

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Quando fui liberada da dieta, passamos a sair mais, mas tínhamos que levar a comidinha dela. Até um ano e meio, quando viajávamos, levávamos vários potinhos de sopinha congelada, biscoitos e bolos feitos em casa. Quando Nina cresceu um pouquinho ficou mais difícil, pois apenas sopinha não sustentava, e levar comida caseira é inviável. Hoje ela já pode comer fora de casa, mas como não se acostumou, não aceita comida de restaurante. Apesar das dificuldades, acredito que a alergia tenha contribuído para que ela tenha uma alimentação mais saudável, com muitas frutas e alimentos feitos em casa. Nas festinhas sempre levo um docinho de banana ou goiabada, e consigo despistá-la dos doces convencionais, pois ainda não está liberada pra ingerir leite. Ela não gosta de refrigerante, então levamos sempre algum suco de caixinha (quase sempre orgânico). As guloseimas preferidas delas são uva-passa, ameixa seca, melancia, maçã e banana. E assim vamos levando, buscando o equilíbrio entre o saudável e o permitido”.

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