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Ler e crescer são verbos que andam juntos

Ler e crescer são dois verbos que andam juntos

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Primeiro, as letras. Depois, o próprio nome. As vogais, as sílabas e, enfim, as frases. É uma sensação maravilhosa ver nossos filhos dando os primeiros passos no mundo da escrita e da leitura. Rapidinho, eles estarão lendo livros inteiros! Mas mesmo quevocê esteja louco para ver seu filho crescer, não adianta apressar, tem que respeitar o seu tempo.

É por volta dos 5 anos que uma criança está pronta para ser alfabetizada. Nessa idade, os pequenos começam a apresentar as condições mentais, psicomotoras, de atenção, de memória e interesse para participar deste processo.

Porém, primeiro, o aluno precisa estar preparado: ter conhecimento de tempo e espaço, de vocabulário e de linguagem. Tudo o que recebemos do mundo é captado pelo nosso cérebro e, antes de ser transmitido para a área cognitiva, passa por um sistema de emoções, o sistema límbico. “Todo processo de aprendizagem passa por esta unidade”, explica a psicopedagoga Maria Irene Maluf, mãe de Maria Fernanda e Maria Paula.

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Aprender está totalmente envolvido com as emoções e, por isso, aquela ideia de que aprendemos melhor aquilo que gostamos é verdadeira. “O cérebro é feito dessa maneira, exige uma combinação das percepções com as emoções. Ele gosta de ser surpreendido”, diz.

Durante a infância, o cérebro está em um ritmo intenso de desenvolvimento. Muitas escolas e pais antecipam o processo de alfabetização, acreditando que a criança vai aprender com mais facilidade. “A alfabetização exige um nível de maturidade neurológica que a maioria das crianças não tem antes do quinto ano de vida”, discorda Maria Irene. Apressar este processo pode deixar sequelas, como desinteresse e frustração. Se seu filho está nessa fase, mantenha sempre contato com a professora. Lembre-se que os pais, além de não serem profissionais especializados, têm um grande envolvimento emocional com o filho e isso pode acabar atrapalhando o processo.

Mas isso não significa que você deva ficar de fora. Pelo contrário. “Os pais devem manter uma postura livre de vaidade, sem comparar o desempenho do filho com o de outras crianças, sem comentários deselegantes na frente deles”, aconselha a profissional. “Acontece de vermos crianças muito promissoras estancarem depois que seus familiares, achando que elas podem aprender ainda mais depressa, forçam este processo”, conta a psicopedagoga. A situação inversa também pode acontecer. “Em outras crianças, o tempo cognitivo é mais lento, mas, após aprenderem o básico, seguem sem problemas”.

Ler para e com o seu filho é essencial. Esse momento tem que ser agradável, como uma conversa. Faça com que ela se interesse pelas letras, de modo espontâneo. “Em geral, elas vibram ao descobrir a relação do que se lê para elas com os ‘desenhos’ (as letras), que pouco a pouco começam a fazer sentido e a ter relação entre si”, fala Maria Irene.

Procure incentivar seu filho com brincadeiras lúdicas, jogos ao ar livre e atividades culturais em teatros e livrarias. Oficinas de contação de histórias também são estimulantes. Livros de histórias bem coloridos, com letras de forma grandes são sempre uma ótima pedida, sem falar nos gibis, perfeitos iniciadores na leitura.  

Tatiane Basso, mãe de Gustavo, de 8 anos, e grávida de Olívia

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