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Fumar faz mal

No Dia do Não-Fumar, veja o que fazer para não criar um futuro fumante

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Se você fuma, mais cedo ou mais tarde vai ter que responder certas perguntas aos seus filhos. Saiba qual é a melhor forma de agir para não criar um futuro fumante

Por Samantha Melo, filha de Sandra e Tião

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Que cigarro faz mal, todo mundo está cansado de saber. E se você fuma, deve ouvir sempre alguém discorrendo sobre os perigos do vício. Sem contar as inúmeras matérias sobre o assunto, tanto na TV quanto em revistas e jornais. Então, quem tem filho costuma pensar, mesmo inconscientemente, que eles também sabem que fumar faz mal. Mas não é bem assim. Estudos apontam que, até os 6 anos, as crianças absorvem mais o comportamento dos adultos, principalmente dos pais, do que propriamente o que ensinam a elas. Então, se o pequeno convive com um fumante, mesmo que ele ainda não entenda muito bem o que é o cigarro, ele provavelmente encarará o ato de fumar como algo natural. Já as crianças mais velhas têm maior capacidade para absorver o que ouvem e compreender as lições dadas.

Então, se você fuma e não quer que seu filho se torne um fumante no futuro, leve em consideração a idade dele para adotar a melhor estratégia.

Primeira infância

Até a criança completar 6 anos, os pais são seu maior exemplo, e seu comportamento influencia muito no dos filhos. Aqui, a velha máxima de “faça o que eu digo, não o que eu faço”, não funciona muito bem. Dessa forma, se você fuma, a probabilidade do pequeno encarar o vício de forma natural é muito maior. Claro que isso não quer dizer que ele vai pedir um cigarro ou que vai virar um fumante, mas é melhor prevenir. A regra fundamental é não fumar na frente dele. Além disso, não deixe à mostra maços, isqueiros e cinzeiros. Você não vai conseguir esconder isso para sempre, mas ele não precisa ficar sabendo de algo que ainda não entende. Se a criança observar alguém fumando e perguntar, aí é hora de lhe fornecer algumas informações. Você pode contar também que fuma, mas sempre deixando claro que você sabe que é prejudicial e que aquela atitude não deve ser copiada.

Segunda Infância

Depois dos 6 anos, a melhor solução é o diálogo. É essencial que você conte que fuma e explique o que é o vício e como a nicotina age no organismo. Isso ajudará seu filho a entender porque você não para de fumar, se sabe que é errado. Claro, utilize palavras que respeitem o nível de compreensão do pequeno. Comece pelo mais simples: é fácil para a criança entender que fumar faz mal para o pulmão e o coração, e mais fácil ainda observar os malefícios aparentes, como a pele envelhecida e os dentes amarelados. Depois, explique que as substâncias presentes no cigarro causam dependência, pois interferem no funcionamento normal do cérebro. Mostre também que os pais podem ser passíveis de erros e fracassos. E não deixe de evitar fumar na frente dele para reafirmar o ponto de que o vício é ruim; sem falar na fumaça que seu filho inala passivamente. E, finalmente, não caia na besteira de prometer que vai parar, a não ser que você pretenda mesmo tentar; o pequeno ficará atento a isso. Mas que tal tentar mesmo?

Consultoria: Lucimeire Prestes de Oliveira Tomé, mãe de Laís, Luís Felipe e Lucas, é psicóloga clínica especialista em Psicologia Escolar e Educacional e Terapia de Casal e Família. Tel.: (15) 3224-1872  Raquel Caruso, mãe de Roberto e Rafael, é psicopedagora, psicomotricista e fonoaudióloga coordenadora da EDAC (Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico/SP) TEL.: (11) 3816-7540, www.edac.com.br

Para saber mais


Obrigado por não fumar, de Sergio Honorato dos Santos
Reúne os dados mais alarmantes e relevantes sobre os diversos aspectos relacionados ao fumo, para incentivar os leitores a parar de fumar.
Editora Senac Rio (www.rj.senac.br), R$30


O Cigarro e o Formigo, de Renato Canini
Neste livro, o autor dá vida a um 'formiguinho' que provoca o maior estrago por onde passa, quando decide carregar um cigarro que encontra pelo caminho.
Editora Saraiva (www.editorasaraiva.com.br), R$28,70

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