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Filhos copiam pais na hora de se vestir

Cada família tem um estilo, e se educar é exemplo, o jeito de se vestir também é

Redação Pais&Filhos

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Por Henriete Mirrione, mãe de Beatrice/ Fotos Marcelo Donatelli, pai de Isabela

Você tem sido personal stylist do seu filho desde que ele nasceu. Mesmo sem perceber, adaptou seu estilo ao tamanho dele, comprou roupas, montou looks e criou um guarda-roupa do seu jeito. Lindo, claro! Se tem uma coisa gostosa de fazer, é comprar roupinhas para os filhos. Até os 7, 8 anos de idade deles, a gente consegue ir levando a nossa marca e acaba que cada família tem uma cara, um jeito, um estilo. A criança pode até ter suas preferências – algumas deixam isso beeeem claro –  mas sempre vão escolher as roupas dentro das opções do armário que você – os pais – montaram para ela. Aproveite, divirta-se, enfeite muito seu filho. Entre nesse jogo lúdico tão gostoso, afinal, a infância passa muito rápido e na adolescência você não vai conseguir dar nenhum palpite…

Lembre que por volta de 8 anos, a criança já começa a ter bastante autonomia, não só no quesito “moda”, como em outros também. Claro, criamos filhos para o mundo. Mas enquanto eles não crescem, vamos aproveitar. E família que se veste bem unida, permanece unida!

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França-China

Minimalista em todos os sentidos. A família Bailly é formada por duas pessoas – a mãe Kuki e a filha Jasmim, de 3 anos – e mora numa casa com muito espaço e poucos móveis.

“Vivi 14 anos fora, entre França e China, e um pouco antes de uma das minhas viagens, chamei várias amigas e, literalmente, doei quase todo o meu closet (inclusive peças Chanel e Gucci), ficando com apenas duas malas de roupa. Hoje, na minha casa, tenho apenas o necessário para viver”, conta Kuki. Ela procura ensinar a filha o desapego.

Nômade por vocação, Kuki deixou na decoração da casa apenas peças com valor emocional, como um Buda que fica na sala de estar. “Gosto de pouca coisa, inclusive, na hora de me vestir, dou destaque para um brinco grande ou para um anel, sem misturar muita informação no visual”, diz a designer.

Já para Jazz (o apelido de Jasmim), a ideia é de muito conforto, com liberdade e uma pitada de rock. Além do rosa, a menina já adora combinar e coordenar as cores das roupas. “Gosto de vestir minha filha com peças despojadas e confortáveis, sem me preocupar com etiquetas. Muita coisa que ela tem vem também de outras crianças da família, rola um intercâmbio saudável de peças.”

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Saudáveis e superesportistas

Conforto e praticidade. É isso que a família de Daniela e Fabio Saad valorizam na hora de vestir os filhos Lucas, 6 anos, e Caio, 2. “Compro peças bacanas, independentemente da etiqueta. Para mim, criança precisa ter jeitinho de criança e não de ‘minihominhos’”, diz a mãe.

Esses valores vão além do armário – o estilo de vida da família segue a mesma linha. Daniela, dona da BBD editora, mora na frente do escritório onde trabalha. O escritório do marido, as escolas das crianças e o clube também ficam muito pertinho de casa. Assim, a família faz tudo dentro de alguns quarteirões. O motivo? Praticidade. “Se acontece algum problema em casa,  só atravesso a rua e estou lá; claro que tudo sem muita neura, apesar da correria”, conta Daniela.

Nas roupas, o importante é o conforto, a qualidade e a diversão, sempre mesclando marcas e estilos. É a mãe quem decide o que os filhos vão usar. “Com bom-senso, nós os ensinamos a se vestir sem preconceito, como tudo na vida. Eles adoram shortinhos saruel, estampas tie-dye, desenhos irreverentes e, por influência do pai, que ama esporte e é são-paulino roxo, amam camisas de clubes de futebol”, explica.

Um pai fanático e dois meninos em casa, não podia dar em outra: o esporte está na veia da família, até na hora de caminhar para as atividades diárias – mesmo que seja tudo pertinho. A família anda a pé, na boa. Faz parte!

O fato é que o estilo chique desencanado já esta fazendo escola. “Quando o Lucas usa uma camisa, ele se sente desconfortável, prefere uma polo, mesmo que numa cor exuberante. Até hoje, não tivemos divergências; entretanto, quando elas acontecerem, vou tentar respeitar e interferir até certo limite”, diz Daniela.

Retrô rock n’ roll

Zac, 2 anos, e Dylan, um mês, são os filhos da stylst Chialin Chiang, de ascendência chinesa, e do editor de arte Rodrigo Sicuro, de origem italiana, família que leva a educação dos filhos mesclando tradições.

“Converso com os meninos em chinês e em português. Zac, o maior, já vai para uma escola com alfabetização em inglês e assiste aos desenhos nessa língua. No dia a dia, tento conciliar o trabalho com o horário dos meninos; entretanto, à tarde, quem fica com eles é a vovó chinesa. O mais velho adora brincar no iPod sozinho, mas nem por isso deixamos de investir nos livros e na interação”, conta a mãe.

Por trabalharem com cultura, comportamento e moda, os pais têm uma visão bem aberta em relação ao mundo. “Acho que podemos dizer que somos descolados e modernos, e que prezamos a felicidade de nossas crianças. Na hora de nos vestirmos, não vejo mal em colocar uma legging feminina com estampa de cobra no meu filho mais velho. Adoramos o estilo nerdezinhos ou roqueiros para eles. O Zac, mesmo sem ter nada rosa, ama essa cor”, nos conta Chialin.

Descomplicação e conforto também marcam o estilo da família. “Como o Zac nasceu prematuro, tudo o que vestíamos nele ficava muito grande, e acho que acabou se acostumando assim até hoje, porque ele detesta roupa apertada”, conta a stylist. Como uma boa família oriental, eles adoram ficar de chinelos e costumam deixar os sapatos na porta de entrada.

“Acho que no futuro, se meus meninos escolherem usar um corte de cabelo moicano ou uma polo, isto é, seguirem um estilo certinho ou muito massificado, eu ficarei desapontada. Mas o que vale é vê-los felizes; a gente tenta orientar de acordo com o que pensa ser melhor, contudo, eles também vão precisar descobrir o próprio estilo”, acredita Chialin.

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Princesas

Sofia faz aula de balé, brinca de boneca, adora as fantasias das princesas e curte uma maquiagem.
Ela tem 3 anos e é irmã de Catarina, de 3 meses, que já tem um armário recheado de casaquinhos Burberry e sapatinhos Polo Ralph Lauren, comprados em Miami.

As duas passam a maior parte do dia com a mãe, a jornalista e escritora Tanise Dvoskin Dutra, que comanda a casa. “Hoje eu estou afastada do trabalho, só vou voltar a pensar nele quando Catarina estiver com mais de 6 meses. Tenho uma babá que me ajuda, mas sou eu quem troca fralda, pega na escola, na natação, no balé e quem as ajuda a se vestir. Acho muito importante a presença da mãe na vida de um filho”, diz Tanise.

Embora a influência maior seja da mãe, o pai adora participar de perto da vida de suas princesinhas. Foi junto fazer o enxoval da Catarina, por exemplo, e fez questão de escolher parte das roupinhas. Alguns sapatinhos, Rafael quis comprar de dois tamanhos, para ter certeza que ela usaria por alguns meses.

As meninas têm roupas iguais e, inclusive, algumas iguais às da mãe. O estilo de Tanise – básico de dia e bem arrumado de noite – ela imprime também nas filhas. “Para as meninas, muito conforto para o dia; quando o assunto é festa, as transformo em pequenas princesas”, conta.

“Sofia, por exemplo, já adora usar colares, batom e blush de vez em quando, além de amar fantasias. Como mãe, meu papel é orientar e ensinar. Se lá na frente elas mudarem de estilo, só me resta apoiá-las; quero vê-las sempre felizes, inclusive com as suas escolhas”, diz Tanise.

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