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EUA não têm licença maternidade remunerada

De 178 países, somente três não oferecem o benefício

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

18/10/2012

 
Nos Estados Unidos, apenas 50% das mulheres têm direito a tirar licença maternidade remunerada. Isso porque a Lei de Licença Médica e Familiar isenta empresas com menos de 50 trabalhadores do setor privado a remunerar a funcionária pelo período não trabalhado. Pesquisas recentes ainda mostram que 17% dos funcionários públicos têm direito a licença paga pelo empregador. Normalmente, as americanas têm direito a licença maternidade de 12 semanas sem remuneração.
 
O Canadá e a Noruega oferecem excelentes benefícios de licença maternidade, tanto para as mães como para os pais. A França oferece cerca de quatro meses e até mesmo países subdesenvolvidos como México e Paquistão estão entre os países que permitem que as mães tenham até 12 semanas de licença remunerada. 
 
Pesquisas realizadas nos EUA em 2010 mostram que metade das famílias têm pai e mãe trabalhando. E 26% dos chefes de famílias eram mães solteiras. Sem o acesso a licença maternidade remunerada, essas mulheres precisam optar entre o trabalho e a família, por isso acabam passando por dificuldades financeiras.  As mulheres que querem ter filhos precisam escolher pela carreira ou pela estabilidade financeira. Além disso, muitas delas são demitidas injustamente dos seus empregos. 
 
No Brasil
 
 As brasileiras têm direito a licença remunerada, desde que estejam trabalhando, devidamente contratadas e contribuindo para a previdência social. Não importa se a mulher ficou grávida ou se adotou, em ambos casos ela precisa de repouso físico e mental, além de amamentar o bebê pelo tempo adequado. A licença brasileira oferece 120 dias de afastamento e a mãe continua com o trabalho e o salário-maternidade. No caso de aborto acidental, as mulheres também têm direito a duas semanas de licença remunerada. 

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