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Eu adorei amamentar

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

06/09/2012

Por Sara Austin

Passei minha primeira noite como mãe ao lado de uma “estranha” chamada Caroline, que tinha acabado de dar à luz um menino com uma cabeleira exuberante e pele cor de chocolate. Minha filha, Summer, parecia um morango, com pele translúcida cor de rosa e vermelha. Mesmo tão diferentes, compartilhamos uma importante experiência. Através da cortina, que dividia nossas camas no hospital, ouvimos os sons de nossa primeira tentativa de amamentar. E não foi tão fácil e instintivo como me disseram que seria.

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Caroline me disse, no dia seguinte, que sua família e seus amigos a tinham aconselhado a não amamentar, mas ela estava determinada a fazê-lo mesmo assim. A última coisa que Caroline me disse antes de ir para casa foi: "Não desista de amamentar!" Enquanto eu escrevo estas palavras, cinco meses mais tarde, minha filha, Summer, está cochilando calmamente em seu berço após adormecer no meu peito.


Com muita paciência e a ajuda de profissionais especializados, amamentar tornou-se algo indolor e tranquilo. Assim que ela começava a mamar, eu sentia seu pequeno corpo relaxar e qualquer agitação desaparecer.
 E, ao olhar para ela, que retribuía meu olhar com seus olhos doces e gratos, amamentar teve o mesmo efeito sobre mim. Durante aqueles 20 ou mais minutos, tenho permissão total para não fazer nada, apenas olhar minha pequena filha.


Amamentá-la pela manhã é quase uma meditação. Além desse contato, todos os benefícios da amamentar também são muito importantes para mim. Eu sei que não vou evitar que Summer fique doente um dia, mas é reconfortante saber que estou dando a ela o sistema imunológico mais forte que posso. Estou feliz por ajudar minha própria saúde também. Minha mãe teve câncer de mama, e é horrível pensar que minha nova família pode passar pelo mesmo problema. Toda vez que amamento, sei que estou me afastando do risco da doença. É um bônus e tanto.


Agora que estou de volta ao trabalho, valorizo a amamentação ainda mais. É dolorido saber que fico menos com minha filha do que nossa (maravilhosa) babá e meu marido, que tem a sorte de trabalhar em casa. Mas continuar amamentando é uma coisa que só eu posso fazer por ela. Summer cresce com meu leite, mesmo quando estamos separadas, e ainda sou responsável por suprir a maior parte de suas necessidades.


À noite, quando amamento minha filha em seu quarto com as luzes apagadas e as pequenas estrelas fosforescentes brilham nas paredes, me lembro de quando a amamentei pela primeira vez. Summer e eu crescemos muito desde então, e temos muito mais pela frente para aprender. Amamentar é minha lembrança favorita do que fizemos juntas quando ela nasceu.

A nutricionista Connie Diekman, consultora da revista Parents, explica o que incluir na dieta:

500 calorias extras por dia: é o valor médio que uma mulher precisa para produzir leite materno suficiente. Só não vale abusar de “junk food” a fim de bater a marca. Reforce as refeições de maneira saudável.

400 mcg de ácido fólico por dia: ao alimentar o seu bebê, você pode facilmente esgotar sua reserva. Certifique-se de ter uma alimentação reforçada com grãos, frutas e verduras e verifique, com seu médico, se ele recomenda um suplemento vitamínico também.

1.200 mg de cálcio:o mineral é retirado de seus ossos para a produção de leite. Fique atenta à dieta para ver se você está compensando a perda a partir de fontes como leite e derivados com baixo teor de gordura e vegetais de folhas verde-escuras.

Mais 75% de líquidos: pode parecer exagero, mas lembre-se de que seu corpo precisa de muita água extra para manter a produção de leite materno em dia.
 

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