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Doces vilãs

As cáries são preocupantes, ainda mais quando descobertas tardiamente

Redação Pais&Filhos

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Reptococcus Mutans. Esse é o nome da bactéria que causa a cárie, um dos maiores temores dos pais. Presente na flora bucal – mais precisamente nas placas bacterianas aderidas aos dentes –, esse microorganismo, quando associado ao açúcar, produz um ácido que corrói a estrutura do esmalte dental.

A maioria dos casos de cáries na infância são causados pelo acúmulo de açúcar nos dentes. “Infelizmente, os pais possuem, sim, uma parcela de culpa, pois a ingestão de açúcar não deve ser estimulada. Deixem que as crianças descubram os doces por si só”, diz Eloísa Soares, mãe de Betina e odontopediatra. Não estimular não significa proibir. É necessário impor limites.

A partir do momento que a criança reclama de dor de dente ocasionada por uma cárie, já pode ser muito tarde e até resultar em um tratamento de canal. “A cárie deve ser diagnosticada pelo odontopediatra em seus estágios iniciais e já eliminada”, diz a especialista. Isso só comprova a importância das visitas regulares ao dentista.

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Entretanto, não são apenas crianças maiorzinhas que correm o risco de ter problemas dentários. É preciso estar atento aos bebês também. A cárie de mamadeira é uma lesão no esmalte dos dentinhos da frente que ocorre na primeira infância. “A mamadeira nunca deve ser adoçada, nem mesmo com mel”, alerta Eloísa. Dependendo da gravidade da lesão, a cárie da mamadeira pode ser tratada apenas por meio de aplicações de flúor.

Nas crianças maiores, o tratamento é mais intenso. Consultas para que a criança se identifique e confie no profissional são indicadas, assim como um ambiente lúdico. “São utilizados anestésicos locais, que doem menos que as vacinas, ou técnicas de sedação consciente. Em casos mais complicados, pode-se fazer o uso de sedação hospitalar”, explica Eloísa.

Para prevenir, a velha e boa máxima: escovar os dentes. Também é importante usar o fio dental e, claro, comer menos doces! Não é fácil, mas livrar-se das cáries depois é mais difícil ainda!

Consultoria: Eloísa Soares, mãe de Betina, é odontopediatra. www.cos.odo.br

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