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Da porta pra fora

Deixar as crianças brincarem ao ar livre é supersaudável para eles e para nós.

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

A gente entende por que seu filho passa tanto tempo dentro de casa. É mais seguro, mais confortável. Que mal tem?
Mas brincar ao ar livre é essencial. É tão importante que não pode ser um evento, algo que acontece só de vez em quando. Mesmo que seja difícil e preocupante para você – pelo medo ou falta de tempo – saiba que colocar o nariz para fora de casa é obrigatório e ponto.
Não tem jeito. E, como o pediatra Moisés Chencinski, pai de Renato e Danilo, afirma, somente pelo contato com animais e plantas que nossos filhos aprendem e entendem que é preciso respeitá-los, para falar o mínimo.
Além disso, o contato com grama, terra e areia do parquinho é saudável, sim. São as atividades ao ar livre que estimularão as crianças a tomar iniciativas, a exercer sua criatividade, a socializar com outras pessoas e conhecer, interagir e se interessarem de verdade pela natureza.
A supervisão de um adulto durante as brincadeiras é fundamental, não precisa nem comentar. As crianças pequenas têm mania de levar tudo para a boca, o que é totalmente normal. Você não quer ficar desesperado com um filho comendo areia! Experimentar o espaço, sentir as texturas e conhecer outras crianças são experiências que todas as crianças precisam ter. Mas, não esqueça de que quem impõe os limites é você.
Segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, em parceria com o Instituto Datafolha em 2011, o que faz as crianças felizes não são os brinquedos, mas sim o ato de brincar e de conviver com os amigos e com a família.
Entre as crianças entrevistadas, 96% disseram que fazer aniversário as deixam alegres, pois elas gostam do fato de estarem na presença de outras crianças. Outro resultado indicado pela pesquisa é que, mesmo com a presença forte da televisão e dos brinquedos  e jogos eletrônicos, as brincadeiras de rua ainda são as preferidas.
 
O santo sol
A vitamina D, presente na nossa pele, só vai poder transportar o cálcio para os ossos pelo sangue com ajuda da luz do sol. E sem cálcio, não rola: quem é que quer filho com ossos fracos e risco de raquitismo? Ninguém, né?! Daí a importância de pegar sol, desde pequeno. Para sintetizar a Vitamina D, 15 minutos por dia são suficientes, desde que se respeite os horários recomendados por qualquer pediatra: antes das 10h e depois das 16h.
Porém, não se esqueça: a Sociedade Brasileira de Dermatologia indica que o protetor solar deve ser usado todos os dias e, a cada duas horas, repassado. Nestas horas, fique atento ao clima. Se estiver muito calor, mantenha as crianças ainda mais hidratadas. Água e água de coco são ótimas para isso. A pediatra Patrícia Rondinelli, mãe de Giovanna e Gustavo, ressalta a importância do uso de repelentes, que também dão proteção contra a dengue.
As brincadeiras fora de casa podem continuar no inverno, com as mesmas precauções. “Elas podem sair à vontade agasalhadas e protegidas, de acordo com a situação”, diz Moisés.
Apesar de toda essa atenção e cuidado, abrir a porta de casa e deixar nossos filhos vai valer a pena e o melhor de tudo: vai fazer muito bem para eles.

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