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Confie em você sem culpa

Diana fala da sua culpa materna e da primeira lição que aprendeu com ela.

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

22/02/2013

Diana, que está grávida de Nátalia, é autora do blog www.inventare.com.br e mãe de Bernardo, nos conta como a culpa a ensinou a confiar mais em si mesma.

Seu leite não está sustentando, dá uma mamadeira para esse menino. Deixa essa criança um pouco no berço, você vai deixá-lo manhoso. Deixa chorar. Por que você deixou chorar? Olha aí, esta com frio! Você põe muita roupa nesse bebê! Não pega desse jeito. Dá um banho. Vai gastar o menino de tanto dar banho. Você está super protegendo. Você está negligenciando. Leva na benzedeira. Dá um chazinho. Esse menino tem que tomar água. Por que você não dá uma chupeta? Não acredito que você deu chupeta! Isso é quebrante, é cólica, é susto, é arca caída, é manha, é fome, é falta de experiência, é loucura sua, é sua mãe, sua sogra, suas tias, suas amigas, mães virtuais… Isso é todo um mundo conspiratório feito especialmente para contribuir com sua culpa natural!

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Me diga como ser a melhor mãe do mundo, se além de praticamente toda a teoria que você esperava da maternidade ter ido por água abaixo, ainda vem um mundo de conselhos contraditórios para dizer das formas mais absurdas possíveis o quanto você está errando?

Por isso a primeira grande lição que aprendi com a culpa materna, foi me posicionar, confiar em mim mesma! Se vou dar ou não algo industrializado, se vou dar ou não a chupeta, se vou dar ou não castigo, se vou dar ou não o peito, escola, babá, um irmão, uma bicicleta ou um carro motorizado ultra mega desnecessário junto com um vídeo game. Eu escolho e assumo! Posso errar, perceber o erro e voltar atrás. E muitas vezes me permito mudar de ideia, de rumo e de opinião.

Porque a vida é assim, feita de escolhas. Muitas vezes a gente acerta e muitas, muitas vezes a gente erra. Mas quando aprendi com a culpa, que me posicionar me deixa mais segura, e o melhor, faz outras mães (como a minha por exemplo) me respeitarem mais, finalmente pude praticar uma maternidade consciente, bem longe da perfeição, mas bem pertinho do que acredito e espero ser o melhor para meus filhos!

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