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Cada um é um

Na primeira gravidez, Thaís teve um parto normal. Na segunda, não conseguiu

Redação Pais&Filhos

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"Sou mãe de dois filhos e sempre fui a favor do parto normal. Queria que os dois nascessem
assim, mas só o primeiro foi como planejei. Na gravidez do Felipe, meu filho mais velho, fui a uma  consulta de rotina e comecei a sentir contrações; já era a 38ª semana.


A dra. Albertina Duarte, que acompanhou as duas gestações, me atendeu e disse que
eu estava pronta para entrar em trabalho de parto. Eu e o meu marido fomos direto, do consultório, para o hospital. Cheguei lá com 1,5 cm de dilatação e continuava sentindo contrações. Meu marido, tranquilo, esteve presente durante todo o procedimento, junto com a minha médica.


Eu entrei em trabalho de parto às 0h e o meu filho só nasceu às 9h45. O bebê estava de cabeça para baixo e no ângulo correto, mas não estava encaixado do jeito certo. Eu estava tranquila, já sabia que iria doer e descobri que dava para aguentar. O parto não foi sofrido, eu tinha medo da anestesia, mas enfrentei.  
Dois anos depois, engravidei novamente e queria passar por outro parto normal. Eu tinha medo de cesárea e já sabia que o normal era muito tranquilo. Mas as coisas não aconteceram como eu havia planejado. Durante o oitavo mês de gestação, eu estava trabalhando muito e em um lugar longe de casa, por isso passava cerca de duas horas por dia no trânsito. Tudo isso me deixou estressada e comecei a sentir contrações antes do tempo. Precisei ficar internada por 30 dias, tomando remédio na veia para prevenir que o bebê nascesse prematuro. Ainda assim, achei que conseguiria ter um parto normal.

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Estava tudo pronto, mas em um ultrassom de rotina vimos que o meu bebê não estava se mexendo
e seu pulmão estava sem movimento. Além disso, o cordão umbilical estava enrolado no pescoço dele e já estávamos na 36ª semana de gestação. Confio muito na minha médica que, mesmo sendo a favor do parto normal, me orientou sobre a necessidade de realizar uma cesárea, porque o outro processo seria arriscado para a saúde do bebê. Enquanto me levavam para a sala de parto, eu estava calma. Aproveitei para passar base e rímel, eu estava bonita e sorridente.

O parto durou cerca de uma hora e o Gabriel nasceu muito bem, mas eu não gostei de ter passado por um processo cirúrgico. Os pontos me incomodavam e precisei ficar três dias no hospital. O desconforto da cirurgia durou uma semana, bem quando eu estava precisando cuidar, amamentar, dar banho e entender as necessidades do bebê. E eu ficava com saudade do Felipe, por ter ficado internada antes do parto. Não sei se quero ter um terceiro filho, mas nesse caso optaria mais uma vez pelo parto normal.


Mesmo me sentindo suada, acabada e descabelada durante o meu primeiro trabalho de parto, a  recuperação é muito mais fácil. O parto normal não é sofrido como vemos na televisão, não é dolorido,
só é necessário estimular as contrações. Nas duas experiências, a emoção foi muito forte, quando eu vi os meus filhos pela primeira vez. Depois de tanto tempo esperando, de repente aparece um rostinho que vai fazer parte da minha vida para sempre. Não consigo imaginar minha vida sem eles."

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