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Redação Pais&Filhos

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A saúde da placenta é fundamental para que a gravidez corra bem. saiba como cuidar bem dela pra não ter sustos

Quando falamos em placenta, talvez você se lembre dos adeptos da Cientologia, como Tom Cruise que, supostamente, comem a placenta após o nascimento dos filhos. Ou de mulheres que devolvem a placenta à natureza e "plantam" em um vaso ou jardim.
O culto a esse órgão, "companheira" na linguagem médica popular, faz sentido: a placenta cuida das trocas de oxigênio e sangue entre mãe e bebê, carrega anticorpos e retira as impurezas do sangue. É uma glândula que faz a função de órgãos como rim, pulmão e fígado. Após a formação, por volta da 13ª semana de gestação, fixa-se no endométrio, membrana que recobre a parede uterina. Após o parto, é expelida.
Há complicações placentárias que podem vir de doenças crônicas como hipertensão e diabetes ou de doenças características da gravidez como o diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e eclâmpsia (quadro de hipertensão). O cigarro pode prejudicar  a qualidade.  A parede uterina da fumante tem maior tendência à calcificação: pontos em que o sangue não circula. Quando a placenta falha em nutrir o bebê, verifica-se a insuficiência placentária e, consequentemente, restrição do crescimento, prematuridade e até a morte. Por isso é fundamental fazer o pré-natal, não fumar, não descuidar da alimentação e relatar ao médico imediatamente sangramentos e cólicas. Conheça alguns distúrbios placentários:

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Placenta prévia
Fixa-se na parte inferior do útero, onde o volume de sangue é menor, fazendo o crescimento do bebê estacionar. Cobre parcial ou totalmente o colo do útero, dificultando ou impossibilitando o parto normal.
Ocorrência: 0,5% a 1% das gestações.
Grupo de risco: Uma ou mais cesáreas, gravidez gemelar ou mioma.
Quando se manifesta? Geralmente no último trimestre, por volta da 28ª semana.
Diagnóstico: Através do ultrassom. Um dos sintomas é o sangramento vaginal, que ocorre sem cólica.

Placenta acreta ou acretismo
A placenta se fixa bem até demais no útero e nos órgãos ao redor e torna a remoção na hora do parto complicada, com uma hemorragia difícil de estancar. Quanto maior o número de cesáreas, maior a chance. Se a mulher já passou por uma, a probabilidade é de 25%; para duas, as chances aumentam para 50% e, para três, sobem para 80%.
Ocorrência: 0,05% das gestações
Grupo de risco: Cesárea menos de um ano antes da fixação do novo embrião ou quem teve placenta prévia.
Quando se manifesta? No momento de retirada da placenta, após o parto.
Diagnóstico: Através do ultrassom com Doppler para identificar fluxo sanguíneo.

Descolamento de placenta
A placenta é separada parcial ou totalmente da parede uterina.
Ocorrência: 1% das gestações
Grupo de risco: Fumantes, mulheres com pré-eclâmpsia, eclâmpsia ou hipertensão. Ou ainda, no caso de choque abdominal ou quedas.
Quando se manifesta? A partir da 20ª semana de gestação. Em 80% dos casos há cólica e sangramento vaginal.
Diagnóstico: Exame clínico com ultrassom. Se o quadro for assintomático e o descolamento não for detectado a tempo, o bebê pode morrer.

"Descobri um descolamento de placenta na 5ª semana de gestação. Fiquei em repouso absoluto por 3 meses e agora está tudo bem. posso fazer esportes leves e devo começar na hidroginástica no mês que vem"

 

Sua Gravidez, Semana a Semana, de Glade B. Curtis
e Judith Schuler. Um guia preciso para quem tem um monte de perguntas.
Ed. wmf martins fontes.
R$ 71,90 (www.wmfmartinsfontes.com.br)

Consultoria
Alberto d’Auria, pai de André e Alberto, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana 
Luís Eduardo Miranda, pai de Lara, Felipe, Luciana e Vinícius, neonatologista e diretor médico do Centro de Prematuros do Estado do Rio de Janeiro, diretor médico da UTI Neonatal da Casa de Saúde São José, tel.: (21) 2537-0556 
Marcos José Pires, pai de Leonardo e Nathalia, ginecologista, obstetra e acupunturista, tel.: (11) 3663-5816

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