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A tristeza que insiste em permanecer

Carol conta a sua experiência com a depressão pós-parto

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

 

Bom, tive uma gravidez maravilhosa e muito desejada. Ainda mais quando soube que era uma menina. Sempre quis ter uma menina, para poder "brincar de boneca". 
 
Com o nascimento da minha filha veio muitas novas emoções e uma certa tristeza sem motivo. 
 
Mesmo antes de engravidar eu sempre quis parto normal, e tinha tudo pra conseguir. Mas não foi isso que aconteceu. A Ana Bárbara nasceu por cesárea, então começaram minhas frustrações. 
Tive problemas para amamentar e me senti muito mal por isso. Acaha que não ia conseguir ser uma boa mãe, que nem amamentar minha cria eu era capaz. Sempre tive o sonho de poder amamentar e ter essa troca com meu bebê. Consegui mas foi difícil. 
 
Já na fase boa da amamentação, eu amamentava e chorava ao mesmo tempo, a tristeza era tão profunda, tão grande que não conseguia explicar. E assim, as lágrimas caiam sobre minha filha no meu seio. 
 
Fiquei meio anestesiada, não tinha reação, apenas as lágrimas brotavam e caiam. Mas minha depressão pós parto não foi como de outras mães, que não conseguem pegar a criança, que não conseguem dar de mamar ou que não querem o bebê perto. 
 
Eu conseguia fazer tudo, dar banho, cuidar, ninar, pra mim era tudo muito robótico. Fazia mais por ser um tipo de "obrigação". E a tristeza insistia em permanecer comigo.
 
 
Vi que aquilo não estava sendo saúdavel para minha vida e muito menos pra minha filha. Não era esse sentimento que eu queria passar pra minha filha, eu queria ensina-la a ser feliz e a sorrir.
 
 
Foi assim que percebi, que não estava sendo justa comigo e nem com ela. Ela era meu sonho e eu tinha que estar feliz por tê-la comigo. 
 
 
Foi uma fase ruim de lidar, mas sai sozinha dela. Não tive ajuda de ninguém. Porque na verdade ninguém entende o porque da nova mamãe estar assim tão triste e chorando tanto. 

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