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A primeira vez!

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Joyce foi a primeira mãe selecionada pela campanha Culpa, Não!  Fomos conhecer sua casa, um pouquinho da sua vida.

Quando começamos a campanha do Culpa, Não! nossa ideia era, além de  discutir pela revista, site e Facebook temas que nos angustiam, poder realizar todo mês uma reunião, aqui na redação com algumas mães leitoras. Um encontro real para conversar, falar das dúvidas, semelhanças e diferenças. Desse dia, escolhemos uma mãe para visitar e esticar essa troca.

Nossa escolhida do mês é Joyce Marcondes, mãe de Arthur, que mora na Praia Grande, litoral paulista, em um apartamento com o marido, Fábio, e os pais dela, Angelina e Antonio. Joyce é enfermeira e divide seu tempo entre as atividades do filho e a rotina de trabalho. "Todos os dias ele acorda, mama e vai para o quarto dos avós, dar beijo de bom dia”, conta a mãe, toda orgulhosa. Arthur tem um ano e nove meses e Joyce guarda todas as lembranças do primeiro filho em um armário. Lá estão o primeiro sapatinho, o bilhete de convocação para a primeira reunião escolar de pais e até a embalagem com álcool usado na maternidade! O problema é escolher o que jogar fora. Tudo do nosso filho é lindo e a tendência é fazer um minimuseu. Façamos, sem culpa. Lembra do filme do Riquinho, o menino milionário cujos pais guardavam no cofre justamente as lembranças? E quando o ladrão perguntava onde estava o dinheiro, eles diziam, “no banco, ora!”

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Joyce é animada, comunicativa. Abriu sua casa com uma alegria genuína. Uma delícia! Nos sentimos muito bem recebidos. E olha que a casa é “improvisada”. Toda a família está morando no apartamento até a nova casa ficar pronta, em julho. Mas engana-se quem acha que casa cheia atrapalha a rotina. “Os avós ajudam muito na hora de cuidar do Arthur. Principalmente, quando ele quer brincar à noite, rabiscar documentos, subir e descer das cadeiras”.  O avô contou que ajuda na hora do banho e das refeições.

Fábio, o pai, viaja bastante a trabalho e chega em casa, por volta das 21h. Joyce também tem uma rotina puxada: acorda com o Arthur, por volta das 6h; assiste desenhos com ele e logo se arruma para deixar o menino no berçário. Depois, ela vai atender seus pacientes, entre as cidades de Peruíbe e Bertioga.

Ela conta que o Arthur adora a escola. Foi lá que ele aprendeu a engatinhar e andar. “Fico muito tranquila porque, depois de procurar pela cidade inteira, sei que é o colégio mais família que vi”. Arthur fica lá até às 19h, quando Joyce volta para buscá-lo.

Às quartas e sextas-feiras Joyce e Arthur têm um momento só deles: a natação. Desde que, pequenininho, o filho se jogou de uma boia na piscina – “Um susto danado” – a família decidiu que ele deveria fazer o esporte. “Ele adora. Depois da aula, ainda dou um banho bem gostoso para ele relaxar antes de voltarmos para casa”.

Com essa rotina puxada, Joyce arruma tempo para preparar uma sopa para o filho, mas só durante a semana. Aos finais de semana, ela aproveita a folga para ficar mais tempo com ele, e utiliza papinhas para facilitar a alimentação. “De que adianta ficar horas cozinhando, sem poder dar atenção para ele, se posso ficar duas horas de qualidade com o meu filho para que ele saiba o quanto eu o amo?”

Joyce fala que tem um estoque de papinhas em casa, de todos os sabores. Mas nem sempre foi assim. A enfermeira chegou a perder o controle quando teve de dar comida industrializada pela primeira vez para o filho. Cozinheira de mão cheia e acostumada a dar apenas alimentos orgânicos e preparados na hora nos primeiros meses de vida do filho, ela chegou a chorar no caixa do supermercado, enquanto a funcionária passava os potinhos de comida pronta, em um dia em que não teve tempo para cozinhar. “Mas, aprendi nestes quase dois anos como mãe, que não adianta esta culpa toda. Precisamos aproveitar o hoje com nossos filhos da melhor forma e dentro do possível, sem culpa”, encerra.

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