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A lancheira do amiguinho é sempre melhor

Estratégias para fazer seu filho comer o próprio lanche

Redação Pais&Filhos

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Por Naiara Araújo, filha de Luiz Augusto e Dione

 

É comum que a lancheira do amigo seja mais atraente, e às vezes menos saudável. Isso acaba sendo um problema para as mães que estão enviando lanches nutritivos, com frutas e sucos, e precisam lidar com o amigo que leva salgadinho e refrigerante. Segundo a psicóloga infantil Jéssica Fogaça, filha de Leila e Luiz, não pode faltar a boa e velha conversa com a criança sobre o que é bom para o desenvolvimento dela. É importante que os pais expliquem que é normal que as pessoas comam coisas diferentes e que não tem problema se a criança levar frutas e os outros amigos, não. Se a criança vem com o argumento de que todos os amigos levam chocolate, você sempre pode dizer que as outras crianças não são seus filhos, e ele é. E liberar o chocolate de vez em quando, mas não todo dia.

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A família não deve se sentir culpada caso seja difícil inserir hábitos saudáveis na alimentação dos filhos. O que não vale é desistir. Mudar os hábitos dá trabalho e o ideal é ir fazendo alterações aos poucos, trocando bebidas pouco nutritivas por sucos naturais ou oferecer salada de frutas no lugar de uma só fruta, pois é mais atraente e mais fácil de comer. Prefira a fruta picadinha do que as inteiras, pelo menos na fase de convencimento.

Uma opção é mandar mais opções de frutas para que ele possa dividir, por exemplo, lembrando que muitas escolas não permitem que as crianças troquem lanche por causa de intolerâncias e alergias alimentares. Exceções devem ser tratadas como tal: vale combinar um dia na semana em que ele possa levar um bolo de chocolate, por exemplo, ou criar um “dia livre” em que a criança possa escolher o que levar.

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Analúcia de Araújo, mãe de João, de quatro anos, conta que no colégio do filho o lanche é quase sempre comunitário. E acrescenta, “isso agrega muitas experiências novas para ele”. A mãe diz que o filho gosta mesmo quando ela manda frutas diferentes, como kiwi, melão, manga e melancia, porque ele divide com os amigos e ela acaba precisando mandar mais do que o normal. 

Cuidado com a cobrança

Vá com calma. Para a criança, alimentação é mais do que comida. Escolher o que vai comer é uma das maneiras que a criança tem de exercer sua autonomia. Você não vai deixá-la levar batata frita, mas pode dar opções: laranja ou banana? Cereal matinal ou sanduíche de pão integral? Biscoito sem recheio ou bolo sem cobertura? É importante que ela sinta que há opções, sempre sem estresse. Se a criança for cercada de muitas regras, ela vai querer burlá-las quando estiver longe dos pais. “A comida tem uma ligação muito íntima com as emoções, pois quando saciamos nossa fome nos sentimos bem”, diz Jéssica Fogaça.  A cobrança exagerada pode resultar em transtornos alimentares, como bulimia ou obesidade. E a ideia é que seu filho seja mais e não menos saudável. Devagar e sempre, vocês chegam lá.

Consultoria: Jéssica Fogaça, filha de Leila e Luiz, é Psicóloga Comportamental Infantil e Arte Educadora.
 

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