Gravidez

Mais cirurgia, menos natural

As cesáreas ultrapassaram o parto normal. E isso pode ser ruim

Redação Pais&Filhos

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As mães brasileiras estão optando mais pela cirurgia do que pelo parto natural. É isso que indica o levantamento feito pela Folha de S. Paulo com dados do DataSUS , do Ministério da Saúde.

O setor privado ainda é o responsável pelo grande número do tipo de parto, com cerca de 80% das crianças nascendo em uma sala cirúrgica. Mas até os hospitais públicos têm registrado um aumento nas cesáreas – nos últimos dez anos, o número passou dos 24% para 37% dos nascimentos.

Entre um dos motivos para este crescimento da cesárea no Brasil pode ser a comodidade das mulheres que trabalham, a dificuldade em conseguir um quarto quando estas mulheres entram em trabalho de parto e a agenda dos médicos, que preferem marcar o nascimento do bebê.

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Em casos específicos, a cesárea pode trazer benefícios para as mães e bebês, mas quando ela é feita sem ao menos a mulher entrar em trabalho de parto, o nascimento (e até a infância) do pequeno e a saúde da mãe podem ser mais prejudicados do que o previsto.

Para a mulher, a cesárea desnecessária pode aumentar as chances de internação na unidade de terapia intensiva após o parto e de ter depressão depois do parto. Já para o bebê, diabetes e obesidade são apenas algumas das consequências de um parto feito cirurgicamente antes do tempo.

A cesárea é mais rápida que o parto natural (todo o procedimento leva em torno de 50 minutos), mas a recuperação da mulher é mais complicada. Optando por uma cesárea eletiva, a mãe também corre o risco de dar à luz antes da gravidez estar completa , já que não entra em trabalho de parto.

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