Gravidez

Cuidando da mãe prematura

Se seu bebê nasceu antes do tempo, você também vai precisar de atenção

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

As mães de bebês prematuros extremos também precisam de atenção especial, pois têm de enfrentrar uma situação inesperada no momento mais frágil de sua vida. Por isso, o atendimento de um psicólogo pode ser de grande ajuda nessa fase, até porque alguns bebês chegam a ficar internados por períodos longos.

Talvez você se culpe pelo estado do filho, associando o nascimento antecipado a alguma postura inadequada durante a gestação – alimentação incorreta, estresse no trabalho, brigas com o marido etc. Esses sentimentos podem até desencadear uma depressão pós-parto e fazê-la pensar que qualquer um pode cuidar melhor do bebê do que você. Acima de tudo é importante respirar e aceitar ajuda. Não é culpa de ninguém. A situação é difícil e você precisa ter paciência, principalmente com você mesma. Algumas UTIs adotam o Método Canguru, que permitem que você tenha um contato mais próximo com o bebê, ficando com ele sobre o peito durante algumas horas por dia.

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A dor de saber que o filho vai nascer antes

“Como todo casal que percebe que a família pode estar crescendo, tivemos a certeza da gravidez, tomamos um choque e, ao mesmo tempo, ficamos contentes com a notícia de que seríamos pais de gêmeos. No decorrer da gravidez, continuamos fazendo o acompanhamento e recebemos mais uma notícia que nos deixou de pernas bambas, sem chão. Foi quando a dra. Cláudia, do laboratório Fleury (anjo da nossa família), percebeu durante o ultrassom uma anomalia na gestação de uns dos fetos e pediu a permissão de passar nosso caso para seu professor de Doutorado, Dr. Fábio Peralta, da Unicamp (outro anjo da nossa família). Agendamos uma consulta e fomos até Campinas, onde o dr. Fábio nos informou sobre o procedimento a ser realizado: ‘ablação a laser’. E que poderia ter algumas consequências, como aborto ou problema neurológico em um ou nos dois fetos. Ou nem uma coisa nem outra. Logo depois, ele solicitou outro ultrassom, no qual vimos os dois fetos vivos. Depois de alguns dias, as bolsas com líquido amniótico se normalizaram e, quando pensamos que estava tudo bem, ele nos alertou que ainda era uma gravidez de risco e dificilmente iria além da 36ª semana. Portanto, a prematuridade do parto era uma realidade com a qual deveríamos contar, sem esquecer de que o problema neurológico em função do procedimento não estava descartado”, conta Adriana Cristina dos Santos.

“Então, deixamos nas mãos de Deus, e cada dia que passava era uma nova vitória. Hoje, temos nossos dois príncipes que vieram ao mundo no dia 11 de fevereiro de 2009 com 34 semanas de gestação. O primeiro, Guilherme, nasceu perfeito, e o Segundo, Gustavo, chegou um minuto depois com saúde, mas uma leve lesão do lado esquerdo. Hoje podemos agradecer a Deus por ter nos dado uma família linda e aos dois anjos que iluminaram nossos caminhos e nos fizeram enfrentar todos os problemas ocorridos durante a gestação, a dra. Cláudia e o dr. Fábio Peralta.”

 

Consultoria:

Alice Deutsch, mãe de Fernanda e Flávia e avó de Gabriela, Daniela, Alexandre e André e neonatologista do Hospital Israelita Albert Einstein, http://www.einstein.br/

Leopoldo de Oliveira Tso, pai de Gabriela e João, membro da SOGESP (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), http://www.sogesp.com.br/

Mauro Palma Junior, filho de Mauro e Maria Aparecida, coordenador da Unidade Neonatal do Hospital Santo Antônio da Beneficência Portuguesa de São Paulo, http://www.beneficencia.org.br/