Gravidez

Descolamento de placenta: entenda o que a apresentadora Eliana teve

Durante o primeiro trimestre, o risco existe para todas as mulheres

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

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(Foto: Shutterstock)

No final de semana a apresentadora Eliana anunciou repouso total por causa de um descolamento de placenta. Ela se afastou do programa e irá focar nos cuidados da gestação para o bem-estar da sua filha. Conversamos com Élvio Floresti Junior, diretor do Centro Médico Floresti, pai de Gabriela e Guilherme, para entender o que é e como proceder nesses casos.

“Chamamos de descolamento o acúmulo de sangue entre o útero e a placenta. Quando isso ocorre no início da gestação, nomeamos de descolamento ovular, porque a placenta só se forma após a décima semana de gestação”, explica o ginecologista. Caso isso aconteça no último trimestre, é grave e pode levar o feto ao óbito.

Não existe comprovação de causa. “Mas estar acima de 35 anos, ser fumante ou hipertensa são fatores que aumentam a probabilidade de ter a complicação”, alerta Élvio. Segundo o especialista, durante o primeiro trimestre, o risco existe para todas as mulheres. E caso haja uma queda hormonal ou algum impacto na gestante, as possibilidades crescem. “Nessas condições, o saco pode de alguma forma sofrer um hematoma, as chances de aborto, por causa do descolamento, aparecem”.

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Se ocorre no primeiro trimestre, normalmente não há sintomas. “Pode ocorrer um sangramento ou cólicas uterinas”, exemplifica o médico. É importante ficar de olho na pressão arterial. Gestantes no último trimestre hipertensas ou portadoras de trombofilias têm mais risco.

“Para o descolamento ovular, não há um tratamento específico, o procedimento vai depender do médico e do tamanho e localização do hematoma”, comenta Élvio. De acordo com o ginecologista na maioria das vezes o tratamento consiste em repouso parcial (sem esforços físicos e sem relações sexuais) ou total, ficar deitada durante a maior parte do tempo. “O especialista também pode optar por progesterona ou analgésicos.”

O descolamento não afeta o desenvolvimento do bebê. O risco, apesar de pequeno, é provocar um aborto. “Quando isso acontece no final da gestação, o que chamamos de descolamento prematuro de placenta, normalmente temos que resolver imediatamente o parto sob risco de óbito fetal”, comenta Élvio. Para passar bem longe disso, procure conversar com o seu médico e seguir todas as orientações.

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