Gravidez

Ácido fólico diminui a chance de malformação do feto

No Brasil, o índice de mulheres que tomam o suplemento está entre 5% e 6%.

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

 

Você ainda nem está grávida e seu médico já receitou ácido fólico. Ele está no caminho certo. Especialistas indicam que o ideal é começar a ingerir a vitamina 30 dias antes de engravidar e continuar durante toda a gestação. Só é indicado parar depois de dois a três meses que deu à luz. E não adianta achar que só o que está incluso na alimentação é o suficiente, porque não é. Durante a gestação é preciso mais atenção, pelo menos 0,4 miligrama ao dia.

O ácido fólico é uma vitamina do Complexo B que influencia diretamente na prevenção de malformação do tubo neural, como espinha bífida (exposição da medula espinhal) e anencefalia (quando o bebê nasce com apenas parte ou completamente sem o cérebro, levando à morte).

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Segundo a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), a malformação fetal é uma das principais causas de morte neonatal no mundo, ficando atrás apenas de malformações cardíacas.

Em caso de anencefalia não há tratamento, já nas situações de espinha bífida 40% das crianças acabam morrendo. Para quem sobrevive, as sequelas podem variar entre retardo mental, incontinência urinária e dificuldade no movimento das pernas. Caso o ácido fólico seja recomendado e a mulher siga as instruções tomando a dose determinada pelo médico, a probabilidade de malformação no fechamento do tubo neural diminui cerca de 70%, o que também contribui para a redução da mortalidade neonatal.

Em 2012 foi realizada uma campanha incentivando a indicação de ácido fólico além da própria alimentação. Segundo o ginecologista e presidente da Febrasgo, Eduardo Borges da Fonseca, filho de Ivo e Valéria, que também é idealizador da campanha, os estudos indicaram que apenas 5% das gestantes brasileiras utilizavam ácido fólico. Por isso, médicos foram instruídos e mais de 300 panfletos sobre a importância do suplemento foram distribuídos à população.

“A população e os médicos devem valorizar a prevenção. O que acontece muito é que as pessoas só percebem o alto risco quando estão vivendo os problemas”, afirmou Fonseca.

Mas por que começar a tomar tão cedo?

“O tubo nervoso é formado nas primeiras semanas de gestação. Portanto, se a mulher não tomar ácido fólico antes de engravidar, as chances de prevenir a malformação diminuem”, diz Fonseca. Por isso, o ideal é prever a gravidez e começar com o suplemento pelo menos 30 dias antes.

O ácido fólico atua no mecanismo de divisão e remodelação celular, e a suplementação contribui estimulando formação celular da pele e do tecido do osso. Por isso, se faltar, a divisão celular será ineficiente e inadequada, o que acarreta em malformações de osso na coluna, na cabeça e na pele que cobre o osso, e o sistema nervoso pode ficar exposto.

Consultoria: Eduardo Borges da Fonseca, ginecologista e obstetra, presidente da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), filho de Ivo e Valéria.