Gravidez

5 respostas sobre asma na gravidez

Veja algumas dúvidas comuns sobre a relação entre asma e gestação. O mais importante: continue se cuidando!

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

1- Mulheres com asma podem ter mais dificuldade para engravidar?
Não. Mulheres que fazem tratamento para asma e controlam a doença adequadamente não devem ter qualquer dificuldade para engravidar. Se isso estiver acontecendo, é aconselhável que se investigue as possíveis causas de infertilidade. Em casos de mulheres que não controlam a asma com medicamentos, pode haver complicações durante a gestação decorrentes de infecções pulmonares.

2- A asma pode piorar com a gravidez?
Sim, mas isso não quer dizer que ela vai piorar com certeza. Na verdade, ela pode se manter igual ou até melhorar. Estudos mostram que 1/3 das mulheres pioram o quadro asmático quando engravidam, enquanto 1/3 permanecem na mesma situação e 1/3 melhoram – algumas até deixam de apresentar qualquer sintoma. De qualquer forma, é essencial que, além das consultas ao ginecologista, a grávida que tem asma faça um acompanhamento com um pneumologista para garantir o controle da doença.

3- A mulher deve parar de tomar os remédios para asma depois que engravida?
Não. Por desconhecimento ou por indicação inadequada de parentes e amigos, muitas mulheres asmáticas deixam de usar suas medicações de controle quando descobrem que estão grávidas. Isso é um erro, já que o abandono dos remédios pode levar a infecções pulmonares que causam falta de oxigenação do feto, nascimento de bebês de baixo peso, prematuros ou até mesmo a interrupção da gravidez. Então, se houver dúvida, converse com o seu médico. Hoje em dia, há medicações liberadas para gestantes que garantem o controle da asma e, consequentemente, uma gestação mais tranquila.

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4- As alterações emocionais e hormonais podem influenciar o quadro asmático?
Sim. As mudanças hormonais podem desencadear crises de asma. Além disso, alguns hormônios, quando estão em maior quantidade, causam aquela sensação de sufocamento. Já a questão emocional – que envolve ansiedade, insegurança e medo das transformações que vêm com a gestação – pode piorar a situação, principalmente quando a asma não está sendo controlada.

5- O crescimento do útero pode piorar o quadro respiratório da grávida?
Sim. O útero maior aumenta o volume abdominal e empurra o diafragma (um dos músculos responsáveis pela respiração) para cima. Assim, o tórax fica comprimido e os pulmões não têm muito espaço para se expandir, causando a sensação de falta de ar. O crescimento uterino também pode causar refluxo gastroesofágico (quando o conteúdo do estômago sobe pelo esôfago), o que pode aumentar ainda mais o mal estar da grávida. Portanto, é essencial ter acompanhamento médico durante toda a gravidez e nunca abandonar os remédios por conta própria.

Consultoria: Dra. Angela Honda de Souza, pneumologista do Departamento de Reabilitaçao Pulmonar da UNIFESP; Dr. Alexandre Cardoso, pneumologista responsável pela divisão de Tisiopneumologia do Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro