Família

Você já ouviu música hoje?

A formação de seu filho pode ser potencializada com a música

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

05/11/2012

O desenvolvimento da criança é formado a partir de diversos fatores, entre eles estão: genética, influências da vida intrauterina e experiências pelas quais a criança passa desde o seu nascimento – principalmente entre os primeiros anos de vida. Por isso, vale ressaltar a importância dos estímulos positivos para a formação da criança.

De cantigas de ninar bebê até canções educativas na escola, a exposição da criança à música é uma das formas mais completas de oferecer esse estímulo. Isso porque a música atua em ambos os hemisférios do cérebro, ativando as funções cognitivas e de comunicação, além da criatividade e afetividade, dando à criança uma maior flexibilidade e capacidade para a resolução de problemas.

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Segundo o Chefe do Laboratório de Neuroplasticidade do Instituto de Ciências Biomédicas e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Roberto Lent, quando uma criança aprende música, ela desenvolve a atenção, e, por consequência, tem um desempenho escolar mais proveitoso.

O cientista americano Howard Gardner, autor da teoria das inteligências múltiplas, lembra que a área cerebral responsável pela música está bastante próxima da responsável pelo raciocínio lógico-matemático. Gardner afirma que as conexões nervosas acionadas ao se executar uma obra clássica são próximas daquelas usadas ao se fazer uma operação aritmética ou lógica.

Além dos benefícios no desempenho escolar e lógico de seu filho, a música também pode estimular as emoções, além de desenvolver diversas áreas do cérebro. Por isso, indica-se a iniciação musical da criança o mais cedo possível.

Bebês e a música

Quem nunca tentou ninar um bebê com uma música suave e terna? Parece só mais umas das antigas receitas da vovó para fazer com que a criança durma mais rápido, mas, na verdade, o bem-estar proporcionado pelas cantigas de ninar tem uma função tranquilizadora. A assistente social Marilena Flores, presidente da Associação Brasileira pelo Direto de Brincar – IPA Brasil e consultora do Prêmio Pelo Direito de ser Criança, da marca OMO, explica que o estímulo aos movimentos também pode ser desenvolvido com músicas que ensinem as partes do corpo, com ritmos que incitem as crianças à dança.

Marilena Flores ressalta que, em se tratando de crianças de 4 a 6 anos, é comprovado que a música desenvolve o córtex cerebral, potencializando a capacidade de memorização e de atenção – o que acaba influenciando no aprendizado da leitura e escrita.

A relação do seu filho com a música pode ser ainda mais estreitada com algumas atividades simples, que podem ser desenvolvidas em brincadeiras em casa mesmo. Veja como:

Se seu filho tem de 0 a 3 anos

* Fazer caretas e sons para serem observados.

* Imitar gestos e sons de animais domésticos.

* Utilizar objetos com diferentes sons como brinquedos com guizo e chocalhos.

* Manusear diferentes instrumentos, tocá-los e cantar. As crianças gostam de brincadeiras que envolvem música, gestos e expressão corporal.

* Ouvir histórias curtas e ver livros com figuras simples e com texturas. Estes podem ser de pano ou material lavável e macio.

* Imitar os personagens principais, utilizando fantoches e reproduzindo seus sons.

Crianças e a música

Já entre as crianças mais velhas e os jovens, a música pode oferecer uma forma alternativa de expressão e um novo espaço de interação, favorecendo os jovens e crianças que normalmente têm dificuldade de se expressar e socializar. Com a orientação correta, a música pode ajudar o crescimento pessoal da criança, ajudando a melhorar sua autoconfiança.

Para crianças entre 3 e 6 anos, prefira:

* Brincadeiras de roda como as cirandas – esta é uma hora deliciosa para se vivenciar o cancioneiro folclórico, as famosas cantigas de roda. Ideais para se trabalhar, além dos elementos sonoros, a lateralidade (direita, esquerda) , tônus muscular, noção de espaço (frente, atrás, em cima, embaixo, no meio, dentro, fora), socialização e muito mais.

* Brinquedos com movimento como carros, trenzinhos, aviões ou barcos e de imitar os seus sons.

* Brincadeiras de faz-de-conta, usando fantasias dos seus heróis preferidos, de fantoches e de teatrinho, utilizando a música para expressar as diferentes situações.

* Ir ao cinema, ao teatro e assistir espetáculos de música e dança, apropriados à sua idade.

* Brincadeira ou relaxamento – as crianças fazem uma brincadeira, pode ser qualquer uma, sem competição e utilizam uma música bem gostosa para o relaxamento.

 

Para crianças de 6 a 9 anos:

* Atividades que estimulem a sua autonomia e iniciativa, evitando-se a monotonia, o exagero de atividades “acadêmicas” ou de disciplinamento exagerado.

* Oportunidades para as brincadeiras espontâneas, o uso de materiais criativos, os jogos, as danças e os cantos, as múltiplas formas de comunicação, de expressão artística, de criação e de movimento.

* Montar, construir e brincar com instrumentos simples, como os de percussão, de sopro ou de corda. Estes podem ser construídos com materiais recicláveis e na companhia de adultos ou crianças mais velhas, o que pode ser um momento interessante para transmitir na prática, os conceitos de educação ambiental.

* Ir ao cinema, ao teatro e assistir espetáculos de música e dança, apropriados à sua idade.

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