Família

Papo sério: coisas que não devemos falar para a mãe de uma criança com síndrome de Down

Fique atento aos termos usados

Redação Pais&Filhos

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(Foto: Shutterstock)

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Aqui na Pais&Filhos estamos sempre preocupados em falar de inclusão. Nossa capa de março de 2017 foi com uma linda bebê com Síndrome de Down e temos, inclusive, duas colunistas e parceiras que estão sempre tratando essa questão. É por isso que nos identificamos com o texto Erika Strassburger para o site familia.com.br. Ela enumera coisas que mães de crianças com síndrome de Down não vão gostar nada de ouvir. Fique ligado!

1. Coitadinho

Nenhuma mãe quer que as pessoas sintam pena de seu filho.

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2. A ‘doença’ do seu filho

Se atente aos termos que usar.  A não ser que a criança esteja gripada, com problemas cardíacos, respiratórios ou com outra doença qualquer, você não deve chamá-la de doente.

3. Sinto muito

Não precisa. Muitas mães são gratas pelos filhos que têm, e não precisam que alguém lamente por elas.

4. Eu não saberia lidar com uma situação dessas

Ainda que você queira demonstrar sua grande admiração pela garra dessa mãe, não diga isso. Toda mãe tem potencial para dar tudo de si para melhorar a vida do seu filho.

5. Ele parece tão normal

As mães de pessoas com Síndrome de Down ou com deficiência têm que lidar com os conceitos “normal” e “diferente” o tempo todo. Na verdade, na maioria das vezes são os outros que as lembram disso. No dia a dia é bem comum elas se esquecerem de que há diferença entre seus filhos.

Ao mesmo tempo, elas têm ciência das características físicas, motoras e intelectuais deles. Elas só querem que eles sejam felizes do seu próprio jeito.

6. Nem percebi que ele tinha ‘alguma coisa’

Você não precisa disfarçar. A maioria das mães não se ofende quando as pessoas percebem a síndrome ou deficiência do seu filho. Mas pode se ofender se elas mentem não terem percebido.

7. Por que ele nasceu assim? De quem ele herdou?

É um campo perigoso de invadir. Muitas síndromes acontecem por acidente genético. Isso significa que qualquer casal poderá ter um filho com uma condição diferente. E ainda que houvesse uma herança genética, que diferença isso faz? É um assunto que poderá trazer à tona culpas das quais o pai ou a mãe estão tentando se livrar.

8. Usar a palavra com “R” (retard…) em qualquer circunstância

Para ofendê-la, você não precisará usar esse termo para se referir ao filho dela, basta usá-lo para se referir a qualquer pessoa, deficiente ou não. É um adjetivo bastante ofensivo para quem tem um filho com necessidades especiais. Jamais o use na frente dela. Na verdade, seria melhor se você o eliminasse do seu vocabulário.

9. Você vai arriscar outro filho?

Eu ouvi isso muitas vezes, quando dizia que gostaria de ter mais filhos. Um médico geneticista chegou ao cúmulo de me dizer que eu “não deveria” ter outro filho, pois haveria tanto por cento de chance de ele nascer com síndrome de Down também. Eu questionei: “e daí? Vou amá-lo do mesmo jeito!” Ele disse com todas as letras que os médicos não querem mais crianças assim no mundo. Foi algo chocante de se ouvir.

10. Nada

Não dizer coisa alguma ou não fazer perguntas soa como se a presença da criança não fizesse qualquer diferença, como se ela fosse invisível. Aposto que nenhuma mãe se ofenderia com perguntas educadas ou comentários gentis sobre seu filho. Então, encontre algo positivo para falar e tudo estará bem.

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