Família

Hospital infantil cria revista para estreitar laços entre pais e filhos

A revista Sabe já está disponível ao público

Carolina Piscina

Carolina Piscina ,filha de Ana Maria e Osvaldo

(Foto: Divulgação/Sabará)

Essa é a capa da revista Sabe! (Foto: Divulgação/Sabe)

Hospital nunca é sinônimo de alegria para a família. Principalmente quando o filho é quem está doente. O Hospital Infantil Sabará sabe disso e pensou em uma maneira de os pacientes se sentirem mais confortáveis e acolhidos lá dentro. Parte disso agora é a revista “Sabe”, que é uma fonte de entretenimento para as crianças que passam por lá. Conversamos com o diretor Wagner Marujo, pai de Lucas, Gustavo e João, para entender melhor o projeto.

Pais&Filhos: Há quanto tempo idealizavam esse projeto?

Wagner Marujo: Esse projeto começou no final do ano passado, quando a Monica Figueiredo [embaixadora da Pais&Filhos] conversou comigo. Eu a procurei para tentar fazer algo inovador, que não tivesse o peso das revistas com caráter pedagógico, que fosse mais um instrumento auxiliar a todo o procedimento: contadores de histórias, atores e até a própria enfermagem.

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A gente pensa muito na recuperação da criança, essa revista é para levar para casa e poder lembrar do lugar que ela passou um tempo. Não temos a pretensão de que ela seja um instrumento de cura ou pedagógico, mas é algo para o entretenimento. Para ligar a família ao hospital.

P&F: Quais os benefícios para as crianças?

Wagner Marujo: Na verdade, essa revista não é só para as crianças internadas, é para promover entretenimento e ser mais um dos instrumentos para pais e filhos, proporcionando interatividade e participação. Em um ambiente tão complexo como o hospital exclusivamente pediátrico, precisamos de instrumentos que proporcionem esse entretenimento, para suavizar o sofrimento, apoiar voluntários e médicos. Mas ela é só um dos instrumentos. Foi feita para que as pessoas levem para casa, colecionem e ela faça parte do repertório de interação entre pais e crianças.

P&F: O resultado superou as expectativas?

Wagner Marujo: Ela foi um grande sucesso entre as crianças e os pais, muita gente se emocionou. A criança tinha alta e o hospital deixava de ser referência para a família e é justamente isso que ela faz agora.

P&F: Quais outros projetos do hospital que são usados como instrumentos de entretenimento?

Wagner Marujo: O hospital tem muito orgulho de seu projeto de humanização. Ele é o único hospital construído pensado exclusivamente para crianças e ele deve pensar tanto na criança como na família, já que eles são um corpo único para nós. Os funcionários têm treinamento específico para lidar com as crianças, a infraestrutura tem lazer e tudo é adaptado para as crianças, já que elas não são adultos pequenos.

Temos um corpo de voluntários treinados, atores que se vestem de personagens, músicos e também temos uma área muito forte para entender as necessidades da família e da criança, para entender esse mundo deles, cheio de novos desafios por causa da doença. Temos também um novo programa, uma nova área, que procura ser uma interface qualificada entre o sistema e a criança com a família, visando os interesses das crianças dentro do ambiente hospitalar, não sobre a perspectiva do adulto.

A profissional dessa área é uma tradutora dos medos e dos receios, uma pessoa preparada para traduzir as preocupações e expectativas da criança. Por exemplo: uma boa conversa antes de um exame pode evitar uma anestesia. Achamos que todo processo de qualidade e segurança é também  um processo de humanização, isso envolve o respeito. Para nós, do Sabará, a revista é um instrumento para se aproximar da comunidade. Somos um hospital pensado para as crianças.