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Férias sem sustos

Dicas para viajar grávida ou com as crianças e os direitos do turista deficiente

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Julho é mês de reunir a família e pegar a estrada, ou o avião. Para evitar estresse ou contratempos em passeios com crianças, grávidas e pessoas com necessidades especiais, vale observar uma série de valiosas dicas reunidas no Viaje Legal, publicação do Ministério do Turismo. “É um público que exige condições especiais de segurança e entretenimento”, afirma o diretor de Estudos e Pesquisas do MTur, José Francisco Lopes. Em todos os casos, segundo ele, o ideal é escolher voos diretos, sem conexões e evitar grandes deslocamentos terrestres.

Crianças a bordo

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Ao programar a viagem, escolha o destino turístico que ofereça opções de passeio e de recreação também para os pequenos, respeitando a faixa etária e características de cada um. Assim, a viagem será agradável e estimulante para toda a família.

 

Na compra de passagens aéreas, crianças de até dois anos pagam 10% do valor da passagem, e crianças de dois aos doze anos têm desconto de 50%. As companhias aéreas também costumam servir refeições para o público infantil. Consulte a empresa.

 

Faça viagens aéreas em horários que interfiram o menos possível na rotina do bebê ou então que causem menos desconforto possível aos bebês, de preferência, à  noite e sem escala. Verifique com a companhia a disponibilidade de berço durante o voo e reserve os primeiros assentos, que têm mais espaço para trocar roupas ou fraldas.

 

Quando o avião decolar ou aterrissar, dê algo para a criança sugar ou beber. A sucção e o ato de engolir aliviam a pressão no ouvido e acalmam os pequenos. Neste sentido, não dê medicamentos para dormir, pois podem causar efeito contrário.

 

Confira se a transportadora oferece descontos na passagem para crianças. No caso de enjoo nas viagens de carro ou ônibus de turismo, faça paradas frequentes, abra os vidros para a entrada de ar fresco e utilize a medicação indicada pelo pediatra.

 

Em viagens de ônibus utilize o cinto de segurança e não deixe a criança engatinhar com o veículo em movimento. Mantenha-a sempre sentada em seu colo e leve na bagagem de mão alimentos aos quais a criança está habituada.

 

Em carros, sempre no banco traseiro, é obrigatório para crianças de até um ano o transporte em bebê conforto; de 1 a 4 anos, em cadeirinha; de 4 a 7 anos e meio, em assento de elevação; e a partir dessa idade e até os 10 anos, no banco traseiro, com cinto de segurança de três pontos.

 

Durante a viagem, disponha de lanches, frutas, mamadeiras, sucos ou biscoito e principalmente, alimentos com os quais a criança está acostumada.

 

Confira se o meio de hospedagem disponibiliza berço ou cama extra para a criança e faça a reserva do acessório. Verifique se o restaurante onde for comer tem cardápio para crianças.

 

Tenha sempre à  mão livros, jogos ou brinquedos, pois, em algum momento da viagem a criança vai ficar entediada. Tenha também cuidado com janelas ou varandas desprotegidas e nunca deixe as crianças brincarem sozinhas na piscina.

 

Durante a viagem, procure manter uma rotina familiar, marcada por atividades diárias, como horário das refeições em família, por exemplo, para que as crianças não estranhem o destino turístico e possam curtir o passeio.

 

Grávidas

 

Consulte sempre um médico antes de viajar. Informe-o sobre os detalhes da viagem, como meio de transporte, duração do percurso e atividades que pretende realizar no destino. Não viaje em datas próximas do parto.

 

Procure viajar depois do primeiro trimestre de gestação, pois é um período em que os enjoos já passaram e diminuem as chances de um aborto espontâneo. Aproveite e verifique se o seu plano de saúde tem cobertura no destino.

 

No caso de viagem aérea, é necessário apresentar, a partir do 7º mês de gestação, atestado médico autorizando a viagem; e, a partir do 8º mês, o atestado deve conter destino e duração do voo.

 

Beba água para evitar a desidratação, especialmente em aviões e no caso de viagens de longa duração e faça exercícios para ativar a circulação, principalmente, nas pernas.

 

Pessoas com necessidades especiais

 

Consulte o médico e avalie as suas condições físicas, antes de viajar. Planeje a viagem com antecedência e dê preferência aos meios de hospedagem mais adequados às suas necessidades. Veja também as opções de acessibilidade, locomoção e conforto.

 

Exija o seu direito: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm direito, por lei, a 2% de assentos em teatros, cinemas, estádios, auditórios etc, conforme as normas da ABNT. O atendimento prioritário também é garantido nesses casos (Decreto Federal 5.296/ 2004).

 

Transporte Terrestre

São reservados dois assentos gratuitos para pessoas com deficiência e renda igual ou inferior a dois salários. Caso esses assentos estejam preenchidos, o turista terá direito a um desconto mínimo de 50% do valor da passagem, para ocupar os demais lugares do ônibus.

 

Ao fazer a locação de veículo, não esqueça de colocar adesivo indicativo no vidro, com o símbolo internacional, sinalizando aos demais motoristas e pedestres da via que o carro está sendo usado por uma pessoa com deficiência. Não há distinção no valor da locação, salvo concessão da locadora.

 

Transporte Aéreo

Dê preferência a voos diretos, sem conexões, evitando deslocamentos. Faça a reserva com antecedência e informe a companhia aérea sobre o tipo de necessidade especial: deficiência visual, auditiva, dificuldades de linguagem, cadeirante, medicamentos, uso de marca passo, de balão de oxigênio, por exemplo.

 

O portador de deficiência visual pode levar o cão-guia, sem necessidade de pagar taxa extra pelo serviço, no entanto, precisará apresentar atestado de sanidade e focinheira para o animal. Mesmo que o cão seja manso e adestrado, o uso do protetor é obrigatório.

 

Tenha sempre em mãos, o atestado médico, de preferência, o modelo fornecido pela companhia, autorizando a viagem nos seguintes casos: deficiência mental, caso o passageiro viaje sozinho; quando o nível de deficiência é progressivo ou não estável, no transporte de seringas e medicamentos, e em caso de doença ou cirurgia recente.

 

As companhias aéreas costumam limitar o número de passageiros especiais a bordo, número que varia conforme a empresa, mas, geralmente é de 3 a 5 pessoas por aeronave.

 

Transporte de cadeira de rodas

O turista pode levar a cadeira de rodas na viagem, mas, é necessário informar a companhia aérea com antecedência sobre as dimensões do equipamento: altura, largura, peso, motorizada, dobrável etc.

 

No caso de bateria extra para a cadeira de rodas motorizada será preciso despachá-la. Uma cadeira de rodas poderá ser fornecida gratuitamente no aeroporto, até o embarque do passageiro.