Criança

Crianças órfãs de pais vivos: os males da tecnologia

O que fazer quando os filhos sentem-se trocados pelos smartphones? Os números entre as crianças brasileiras são assustadores!

Carolina Piscina

Carolina Piscina ,filha de Ana Maria e Osvaldo

órfãs

De acordo com um estudo global realizado neste ano realizado pela AVG Technologies, 54% das crianças ao redor do mundo sentem que os pais passam mais tempo usando dispositivos móveis do que com eles. No Brasil, os índices foram ainda mais altos: 87% das crianças revelaram se sentir ignoradas pelos pais, que passam tempo demais usando seus smartphones.

O maior problema revelado durante o estudo é que, enquanto conversam com os filhos, os pais se distraem com o aparelho celular e acabam não ouvindo o que a crianças têm a dizer. Quando questionados, 52% dos pais admitiram que o uso da tecnologia é muito frequente, o que causa preocupação sobre o reflexo disso nas novas gerações.

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“Percebemos a importância dos pais prestarem mais atenção no exemplo que estão dando aos seus filhos. Desde cedo é fundamental criar bons hábitos no uso da tecnologia, jamais substituindo o diálogo e as atividades off-line pelas on-line”, destaca Tony Anscombe, evangelizador de Tecnologia e executivo da AVG Technologies.

A tecnologia já se tornou inerente à vida de todos. Estar conectado é um requisito essencial para a socialização e também para o trabalho, mas a nova realidade dentro dos lares exige que prestemos mais atenção a esses novos hábitos, para que os nossos filhos não se sintam excluídos ou deixados de lado. As crianças precisam de carinho, afeto, estímulos e atenção, que não podemos oferecer quando conectados o tempo todo. Reserve um tempo para mexer no seu celular enquanto estiver em casa e não o ultrapasse, sendo, de preferência, depois que as crianças estiverem dormindo.

A Digital Diaries da AVG é baseada em uma pesquisa on-line que entrevistou pais e seus filhos com idades entre 8 e 13. Um total de 6.117 pessoas participaram da pesquisa, realizada em junho de 2015, com o trabalho de campo conduzido pelo Instituto Research Now na Austrália, Brasil, Canadá, República Tcheca, França, Alemanha, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos. No Brasil foram 316 respondentes.