Criança

Crianças confiam mais no Facebook do que nos pais

Apenas 35% acham que passam tempo suficiente com os filhos

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

 

Seu filho te faz muitas perguntas? Então, comemore!. Pesquisa mostra que a maioria das crianças preferem tirar suas dúvidas com… o Facebook! Pois é, levantamento da Expertise, empresa de pesquisa e inteligência de mercado em parceria com o Heap Up, ferramenta para realização de pesquisas online, mostra que 43% das crianças recorrem à rede social como fonte de informação, acima até mesmo do Google (42%). Nós, pais, amargamos o terceiro lugar (38%) na hora de responder as perguntas deles.

Internet: perigosa, sim!

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Embora os especialistas recomendem duas horas de tela no máximo por dia (qualquer, tela de TV a celular), 43% das crianças ficam entre quatro e seis horas online. Para 58% dos entrevistados, os meios de comunicação digital atrapalham o relacionamento com a família. Quando relacionado ao aprendizado, os números se equilibram: 43% acreditam que esses canais contribuem positivamente para a absorção de conteúdos, enquanto 41% acham que não ajudam.

Além da invasão da internet e redes sociais na vida das crianças, tem também as mudanças em relação aos novos formatos familiares que, de acordo com a forma que são encaradas, podem render frutos bons ou ruins na formação de filhos. O preconceito contra os casais homoafetivos ainda é persiste:.56% dos 1.200 entrevistados acreditam que filhos de casais homossexuais podem sofrer impactos negativos na formação. Mas quando se trata de pais viúvos ou de crianças criadas por avós, a maioria julga que o impacto será positivo. A pesquisa não abordou o impacto sobre filhos de pais divorciados ou solteiros.

Mas independente de qualquer formação familiar e de relacionamentos digitais, o que as crianças querem mesmo é o carinho dos pais. O carinho é um dos valores mais importantes para 53% deles, seguido pela harmonia (43%) e o diálogo (34%). Entre os pais, o desejo de passar mais tempo com seus filhos é comum a 65% dos entrevistados e apenas 35% acreditam que passam tempo suficiente com as crianças.


Quando o assunto é a vida profissional almejada para seus descendentes, 76% afirmaram que não desejam incentivar seus filhos a seguir a mesma profissão. Porém, 24% seguem com a tradição e desejam que os filhos trilhem os mesmos passos dados por eles.