Família

Conheça a família que cuida de Rebeca e Pedro Henrique enquanto a mãe deles se recupera

Acompanhamos os finais de semana dos dois irmãos, que fizeram a família se unir mais ainda por uma boa causa

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Família 1

Nós temos uma crença: JUNTOS é possível formar famílias mais felizes. E quando encontramos pessoas que representam a palavra “juntos” nos identificamos. É o caso da Branca Helena Simonini, mãe de Andressa e Marcella, e da Wander Mary Martins, filha de Maria da Conceição e Wanderley,  que fizeram uma reviravolta na família para ajudar a prima, Lucimar Ferreira Pereira, mãe de Rebeca, 3 anos, e Pedro Henrique, 11 anos.

Por motivos de saúde, a mãe das crianças foi internada no interior de Brasília de repente para um tratamento longo e as crianças ficaram sob os cuidados dos avós, em São Paulo, longe da mãe. Durante a semana, as crianças vão para a escola e só retornam para jantar, tomar banho e dormir.

Anúncio

FECHAR

Leia também

17 lindas imagens de crianças brincando pelo mundo

Designer cria livro infantil para falar sobre as novas famílias

12 coisas para seu filho fazer antes de crescer (e você também!)

A avó delas tem paralisia e não consegue dar conta de uma criança de 3 anos. A gente sabe como é difícil. Já o avô, trabalha o dia inteiro. Pensando nisso, Branca e Wander entraram em ação. “Tivemos duas intenções: proporcionar um final de semana diferente do cotidiano e dar carinho e amor”, conta Wander.

Elas decidiram chamar tios, primos e amigos para cuidar das crianças aos finais de semana. O combinado é que a pessoa escalada deve pegar a Rebeca e o Pedro Henrique, levar para casa e passear. Mas a regra é diversão sem limites para eles. Nada de ficar parado. “O mais importante é fazer tudo com muito amor”, afirma Branca.

O primeiro

O esquema começou com o casal e amigos da família,  Alexandre Barbosa e Kenya Ferreira, pais de Rafaela e Joana. Eles buscaram as crianças na sexta-feira à noite e fizeram um lanche em casa. “Foi um primeiro momento de interação, apesar de nossas filhas já se conhecerem da igreja”, contou Alexandre.

Dormiram cedo e no dia seguinte a programação foi simples, mas deliciosa: assistir filmes, jogar vôlei e brincar com jogos eletrônicos. Domingo foi dia de ir à igreja, como de costume participaram do culto. Mesmo sendo poucos dias, o apego é grande. “Eu chorei, senti uma sensação de perda, falava para minha mulher: que saudades deles”, confessa.

O segundo

Família 2

Os primos Ricardo e Ana Lúcia Martins, pais de Arthur,14 anos, e Fernando, 6 anos, foram os próximos. Optaram por curtir durante o dia e levá-los de volta para dormir na casa deles. “Como mãe, sei que é difícil dormir fora de casa”, afirma Ana Lúcia. Mas a diversão foi garantida, passaram a parte da manhã do sábado no Parque Villa- Lobos, fizeram piquenique, com direito a toalha xadrez e lanchinhos. As crianças brincaram muito no parquinho.

Em seguida, partiram para o almoço para comer um belo filé à parmegiana, “fiquei surpresa com a Rebeca, fala tudo o que gosta, o que não gosta, foi obediente, não deu trabalho”, conta Ana. A família ensinou a Rebeca a comer com a colher, ela aprendeu rápido e elogiaram: está vendo como você é mocinha!

A Rebeca respondeu: eu sou bonita, mesmo! Um barato.  Para fechar, no último dia, almoçaram na casa da avó do Arthur e do Fernando, a dona Celina, que recebeu de braços abertos toda aquela galera.

O terceiro

Imagina para um casal, que não tem filhos, mudar a rotina inteira assim, de uma hora para outra. E foi exatamente isso que aconteceu. A Wander e o Sérgio Martins levaram os dois para sua casa e fizeram um tour pelos cômodos do apartamento. “A Rebeca amou e já intitulou que o quarto era dela”, conta Wander.

No primeiro dia brincaram na brinquedoteca do condomínio, jogaram pingue-pongue e até fizeram amizade com crianças que moram por lá. Depois do almoço foram para Vinhedo, interior de São Paulo. Na chácara deles aconteceu um “café na roça”, com tudo que tem de bom: rosca, pão doce e muito pão de queijo.

“Eu brinquei de boneca com a Rebeca, foi bom para mim e para ela”, diz Wander. Na hora de dormir, ela sentiu falta da mãe. Para resolver esse momento tão delicado, todos deitaram na cama junto com ela, se abraçaram e tudo ficou bem. “Quando demos boa-noite ela disse ‘Bença, tia, e bença, tio’. Na hora lembrei quando falava isso para minha mãe e gostava de ouvir de volta ‘Deus te abençoe’, e fiz o mesmo. Nunca tinha acontecido

isso comigo, essa noite foi muito importante”, conta Wander emocionada. Para fechar, no domingo voltaram para São Paulo, foram ao shopping passear e à noite deixaram as crianças em casa. “Senti um vazio”, concluiu Wander.

O quarto

familia 3

No feriado, as crianças foram para a casa da “Tia Banca”, de quem falamos no começo da matéria. Na casa dela, todos os dias as crianças curtiram a piscina. Com chuva ou sol, lá estavam: mergulhando, pulando e brincando muito. Mas o ponto alto dos dias que passaram lá foi o Vivo Open Air, o maior festival de cinema a céu aberto do mundo, onde também brincaram com as atividades da Casa do Brincar.

Rolou pintura, criação de brinquedos e até corrida de saco. A família inteira aproveitou. Em seguida assistiram ao filme da Disney DivertidaMente, em uma tela gigante, ao ar livre. “Mesmo com muita chuva, foi delicioso, colocamos capa de chuva, sentamos no coberto e comemos muita pipoca”, conta Branca.

Mas quem curtiu mesmo foi o Guilherme Gasparetto, namorado da Marcella, filha da Branca, que ficou grudado com a Rebeca. “Ele deu banho, brincou, gargalhou e deu muito carinho”, contou Marcella. “A família estava ainda mais completa”, completou.

O último dia não foi fácil. Levaram as crianças para a casa deles e ficou aquele clima de quero mais. Sinal de que valeu a pena!  “Indo para casa falei para minhas filhas que sentia um vazio, que saudade deu de ver a carinha deles o tempo todo”, disse Branca.

Tem muito mais

A Rebeca e o Pedro Henrique seguem nos próximos finais de semana com a mesma rotina. Outros familiares entrarão nessa, o que é perfeito para aliviar um pouco a falta da mãe, que a gente torce para que fique boa logo e possa aproveitar momentos assim com a família toda. E não tem jeito, juntos a força é maior.

Conheça mais sobre a rotina da família de Jaqueline Mourão, medalhista e atleta olímpica

Uma família do barulho