Família

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Maia Whately estava no final da construção da casa nova quando descobriu que estava grávida e precisou mudar os planos

Redação Pais&Filhos

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Sempre quis casar quando era mais nova, ter três filhos e ser uma executiva na área de moda. Mesmo com a correria da vida e com os altos e baixos, o sonho se tornou realidade. Conheci meu marido no casamento de uma grande amiga, e desde esse momento tudo mudou na minha vida. A executiva do ramo de moda se tornou uma mãezona,  e o trabalho e milhares de planos de carreira foram se tornando menores no meu mundo.

Primeiro veio a Luiza, hoje com 10 anos, depois Matheus, 8 anos. E vontade não faltava, mas coragem, sim, para ter uma temporona. A rotina paulistana me deixou insegura para ter meu terceirinho. Achava que de filho já estava bom, e precisava olhar para outras prioridades.

Em outubro de 2010, perdi minha irmã de câncer de fígado. Essa tragédia deixou a minha família sem chão, tentamos buscar ânimo para tocar a vida. Nessas horas de sofrimento que é o momento ideal para criarmos coragem e correr atrás do que de fato é importante. Foi quando a resposta veio à tona. Pensamos em mudar de casa e ter o terceiro filho. Buscar a felicidade para mim e para toda a minha família.

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A primeira opção era mais fácil, então começamos por ela, rs! Meu marido topou tudo, sempre me apoiando e me ajudando no que fosse preciso para essa reconstrução interna e externa. Um dia passei na frente de uma vila linda, e quando olhei o porteiro estava colocando uma placa de vende-se. Pensei ‘achei minha casa!’ Mas estava velha e nem uma reforma daria conta. Decidimos derrubar e começar do zero, do nosso jeito. O projeto ficou pronto e a obra começou. Até que pintou a dúvida: casa nova, será que vamos aproveitar e planejar nosso filho?

Acho que apesar da vontade a situação não cabia, e fomos deixando o tempo levar. Com a obra tocando, recebemos o convite dos meus sogros para irmos visitá-los, em Paris. Tiramos férias de verdade. Voltamos felizes. Depois de 15 dias, tive um enjoo, mas não pensamos em gravidez.

Fiz o teste. A minha temporona estava a caminho. Tudo era lindo, até pensar no projeto da casa, nas caixas que já tinha encaixotado e na possível mudança em quatro meses. E os quartos, como seriam, agora? Eu e meu marido queríamos tentar dar uma solução que não tirasse espaço das crianças, e o plano de cada um, que era ter seu quarto. Meu pai, que é engenheiro, foi quem deu a solução. Apertou um pouco daqui  e dali e colocou um novo quarto. Foi uma loucura mudar tudo na reta final da obra. Mas deu certo. O que seria meu escritório virou o quarto da minha filha, Maria.” &

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