Criança

“A tecnologia não é um problema. Ela pode ser uma fonte de brincadeiras”

Fizemos uma entrevista exclusiva com Björn Jeffery, CEO do Toca Boca. Ao contrário do que você pensa, para ele, internet não é tudo

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

tecnologia para pais e filhos

O que é melhor dar para seu filho: um livro ou um tablet? Depende. Se o livro for o best seller “50 Tons de Cinza” e no tablet estiver aberto um aplicativo do Toca Boca, é melhor optar pelo tablet. Isso porque o Toca Boca tem uma visão diferente do que é usar a internet para entreter as crianças. Com mais de 100 milhões de downloads, a marca já a primeira no mobile first (aquela que é feita principalmente para celulares e tablets) e tem uma proposta nova do que é um jogo divertido para crianças (é verdade, testamos tudo aqui na redação!).

Uma das principais novidades do Toca Boca é não usar os jogos como forma de incentivar a competitividade e os estereótipos de gênero. Os jogos são feitos para divertir, não para transformar a crianças em perdedoras ou ganhadoras. Conversamos com Björn Jeffery, CEO do Toca Boca, pai de Miranda e nos contou porque ele e o sócio pensaram em jogos desse tipo: em um mundo cada vez mais competitivo e que coloca até nas crianças mais novas pressão para serem sempre as melhores, brincar sem esse tipo de cobrança é um respiro muito importante.

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Isso mesmo! O grande objetivo do Toca Boca é transformar a hora de jogar no tablet ou celular em um momento de brincadeira, que envolva também os pais das crianças. “Nosso objetivo não é transformar as crianças em viciadas por jogos, mas aceitar que a tecnologia faz parte da realidade delas e trazer uma forma diferente de elas se relacionarem com isso”, conta Björn. E não necessariamente todos os jogos têm um objetivo voltado apara aprender alguma língua ou ser, de alguma forma, utilitário, já que brincar por si só contribuí para o desenvolvimento.

Brinquedos digitais

Uma das brincadeiras que as crianças mais gostam é o Toca Hair Salon, um salão de cabeleireiro onde elas podem criar os mais diversos looks para os personagens, escolher cabelos, cortes, acessórios e deixar cada um de um jeito. E o melhor: conforme a criança vai ficando mais velha, ela pode aumentar a complexidade do jogo sem que para isso ela precise escolher outra brincadeira. Tanto meninos quanto meninas podem brincar, porque não há nada que sugira dentro do jogo essa divisão de gêneros (é muito comum alguns jogos serem coloridos de rosa quando são pensados para meninas, por exemplo).

Bjôrn Jeffery, CEO do Toca Boca e pai de Miranda

Björn Jeffery, CEO do Toca Boca e pai de Miranda

Björn é pai a pouco tempo, mas já mostra sua preocupação em sentir o que a filha gosta para ver com outros olhos suas criações. Além disso, todos os jogos passam por um teste bastante rígido: crianças são chamadas para brincar com cada um deles e testar o que funciona, o que pode ser melhorado e o que falta no aplicativo. “Se a criança olha para o jogo e logo desiste de saber o que deve ser feito, sabemos que é o momento de reprojetá-lo”, conta o executivo. Aliás, o Toca Boca vem trazendo para o dia a dia das crianças o conceito de brinquedos digitais.

“Tudo é feito a partir da perspectiva das crianças. A tecnologia não é um problema, pode ser usada para o bem para unir as famílias e pode ser fonte de brincadeira”, diz Björn. Isso mesmo! Os aplicativos do Toca Boca não vão te excluir da brincadeira. Pelo contrário, você e seu filho podem até fazer uma festa de aniversário juntos! Não é a toa que os 28 aplicativos já foram baixados em mais de 215 países.

Você com certeza reconhece o símbolo do Toca Boca, não?

Você com certeza reconhece o símbolo do Toca Boca, não?

Outra questão muito importante para Björn e toda a equipe do Toca Boca é a segurança das crianças. O ambiente virtual é frequentado por milhões de pessoas e nem todas elas são bem intencionadas. Por isso, uma das preocupações dos criadores dos aplicativos é evitar jogos online, onde as crianças podem interagir com outros usuários das redes.

“A ideia é que pais e filhos brinquem juntos, mas não se limitem apenas à internet. Existem muitas atividades que as famílias podem trazer para seu dia a dia. As brincadeiras digitais são uma delas”, concluiu Björn Jeffery, reafirmando a ideia de que a internet é mais uma ferramenta para usarmos no dia a dia. Nossos filhos já nasceram no meio digital e não dá para ignorar esse fato, mas é possível participar disso e tornar o ambiente digital seguro para as crianças brincarem e se desenvolverem.