Criança

6 dicas para orientar seus filhos no uso das tecnologias

Sob nossa supervisão, a internet pode trazer diversos benefícios para a educação e a diversão das crianças

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

(Foto Shutterstock)

(Foto Shutterstock)

 

Seu filho provavelmente já tem, ou terá em breve, contato com computadores, tablets e celulares. Essas ferramentas estão fazendo parte do dia a dia das crianças cada vez mais cedo e podem ser muito positivas para o entretenimento e o aprendizado, desde que essa inserção seja feita sob a supervisão dos pais.

“Crianças precisam brincar, correr, passear, estudar e receber diferentes estímulos físicos e cognitivos para terem um desenvolvimento pleno. Se o tempo do uso das tecnologias digitais impede que a criança faça qualquer uma dessas atividades, algo está errado”, diz Cátia Rodrigues, psicóloga e pesquisadora.

Anúncio

FECHAR

Veja seis dicas que podem te ajudar a lidar melhor com esse processo:

1. Não tenha medo de orientar

Parece que eles já nascem sabendo como usar um smartphone e outros dispositivos tecnológicos, mas não é bem assim. As crianças descobrem muitas coisas sozinhas, mas nós temos experiências de vida e maturidade, e isso ainda não dá para adquirir na internet ou fazer um download. Nossos filhos podem até saber mexer nesses gadgets, mas somos nós os responsáveis pela educação, segurança e orientação que eles precisam

2. O aprendizado também é seu

A melhor forma de orientá-los é também entender do que eles estão falando. Se você ainda não aprendeu como usar tablets e smartphones, será mais difícil ajudar o seu filho a fazer uso correto destas ferramentas. Se você quer auxiliar em pesquisas escolares, é necessário que saiba fazer buscas na internet, por exemplo. Aqui, a principal dica é estar disposto a aprender sempre e se manter ligado às novidades.

3. Mergulhe nos interesses do seu filho

Não basta orientar, é preciso participar! Mais do que utilizar os dispositivos apenas como entretenimento ou forma de acalmar a agitação, selecione atividades do interesse dele para vocês fazerem juntos. Além de ser uma maneira de acompanhar o que os filhos estão fazendo, pode ser uma forma de estar mais próximo do universo deles. Jogos e aplicativos educativos são boas opções.

4. Saiba que o ambiente virtual é tão real quanto o presencial

Nos dias de hoje, ambos são igualmente reais. “Quando os pais ensinam os filhos a atravessar a rua ou que não se deve falar com estranhos, querem protegê-lo e prepara-lo para a vida no mundo real. O mesmo deve ocorrer no virtual, onde é muito mais fácil ter contato com estranhos e conteúdos inapropriados”, explica a psicóloga. É preciso lembrar que o amigo virtual existe de verdade. Confira se seu filho está falando com outras crianças ou com adultos e qual o tipo de conteúdo que estão compartilhando.

5. Permitir o acesso é diferente de dar autonomia

A autonomia que a criança recebe não tem só a ver com a idade. Portanto, é você quem decide se seu filho está preparado para o universo virtual e avalia os riscos que o ambiente virtual oferece. “Você deixaria seu filho ir viajar sozinho, sem a supervisão de um adulto de confiança? Na internet, ele faz isso sentado no sofá de casa”, afirma Cátia. “É preciso que os pais avaliem o que sinaliza perigo e o que é seguro, de acordo com a maturidade e o senso de realidade do filho”.

6. Esteja atento à finalidade no uso da internet

Quando seu filho estiver conectado, preste atenção nos sites que ele acessa, qual é o objetivo do acesso e quanto tempo ele passa conectado. Essas ferramentas podem ser ótimas para estudos, pesquisas e interação, mas é necessário ensinar a criança a usá-la de maneira que não atrapalhe outras áreas da vida.

Consultoria: Cátia Rodrigues, PhD, Psicóloga Clínica, Pesquisadora Acadêmica na PUC/SP e mãe de Isabela.

Veja um bate papo entre especialistas comentando o tema: