Família

30 maneiras de ficar mais tempo com seu filho

Mães e pais de verdade contam seus truques para fazer o dia ter mais do que 24 h

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

30-maneiras-de-ficar-mais-tempo-com-seu-filho

Por Larissa Purvini, mãe de Carol, Duda e Babi; com reportagem de Karina Trevizan, filha de Sílvia e Júnior, Mariana Setubal, filha de Cidinha e Paulo, e Sofia  Benini, filha de Maria Paula e Nery

1)  Trabalho à tarde:
Parei de fazer atendimentos de manhã para ficar mais tempo com minha filha, que estuda à tarde. Ficou um buraco no orçamento, estou me adaptando. Quando estamos juntas, assistimos a filmes, brincamos no computador, vamos ao shopping ou ao cinema.”
    Andréa Francisca dos Santos, esteticista, mãe de Sthefanny

Anúncio

FECHAR
2) Uso a tecnologia:
Acordo cedo para trabalhar, preparo o café da manhã de Cauã e já o acordo. Vamos conversando até a casa da minha mãe, onde ele fica a maior parte do tempo, enquanto eu trabalho. Durante o dia, nos falamos pelo telefone e conversamos pela webcam, no MSN – ele adora computador!”,
    Wendy Veríssimo, assessora de imprensa, mãe de Cauã Vinícius.
3) Conto histórias: 
    “Desde quando ela ainda estava na barriga da mãe, comecei a conversar com ela: queria que a Sofia conhecesse não só a minha voz de pai, mas o ritmo das palavras. Depois que ela nasceu, não parei. Primeira uma história com livro, de luz acesa. Depois, com a luz apagada. Sofia vai mergulhando, afundando, afogando em letras…”
Leo Cunha, pai de Sofia, escritor, tradutor e professor 
4) Dividi minhas férias:
Antes, eu tirava 30 dias de férias no fim do ano. Agora, dividi em dois períodos de 15 dias. Como sou de Salvador e a minha família continua lá, em agosto ou setembro vou sozinha com o Gabriel pra Bahia. Esse momento é nosso! Acho essencial esse momento meu e dele…”
    Nanna Pretto, mãe de Gabriel, jornalista e sócia-diretora da GaPconteúdo
5) Tenho um ritual:
     “Em cada fase do Luca e do Tiago, fui criando certos momentos que seriam nossos: ir uma vez por semana à aula de natação, buscar ou levar na escola… Para quem tem filho pequeno, eu recomendo, mesmo que seja rapidinho, um banho antes de ir para o trabalho. É um momento só seu e dele.”
Patricia Broggi, mãe de Luca e Tiago
6) Libero minha cama:
    “O André pega no sono na minha cama (ok, me crucifiquem, especialistas!). Mas, garantimos mais um tempo juntos. É assim: banho, escovar os dentes, deitar, ler um livrinho, dormir. Depois de meia hora, o levamos para a cama dele.”
Ivonete Lucirio, mãe de André, 5 anos, é coordenadora de produção em uma editora de livros
7) Chego cedo: 
    “Combinei no meu trabalho de chegar mais cedo, sair na hora do almoço e voltar para casa lá pelas 19h. Assim, consigo almoçar com eles e colocá-los para dormir à noite.”
     Michaela von Schmaedel, jornalista, mãe de Manu, Lola e Jorge
8) Sempre dou banho
   “A gente não tem muito tempo juntos, porque João Carlos chega cansado da escolinha. Mas faço questão de dar banho nele. Mesmo que já tenha tomado dois ou três banhos na escolinha, não abro mão. Meu marido e eu voltamos a ser crianças quando estamos junto dele.
    Eveline de Oliveira Silva, atendente de RH, mãe de João Carlos
9) Acordo o bebê de noite  
   “Saio de casa às 6h e volto às 20h. Meu esposo trabalha o dia todo e faz faculdade, chega em casa às 23h. O Pedro acorda às 22h30 e volta a dormir em torno da meia-noite, e esse é o tempo que ele brinca com o pai. A gente se dedica para compensar nossa ausência durante o dia.”
   Fabiana Serra Leal Ferreira, analista de contas médicas, mãe de Pedro
10) Madrugo com eles 
    “Meus filhos todos madrugam durante a semana. A vida, aqui em Bogotá, começa muito cedo. Detesto acordar cedo, mas, desde que começaram as aulas, procuro tomar café da manhã com a família todos os dias!”
   Majoy Antabi, mãe dos trigêmeos Henri, Maia e Laila, 7 anos, e de Raica, 2 anos e meio, é fundadora do site Múltiplos
11) Não tenho babá à noite
    “Quando Luiza nasceu, a babá que arrumei só podia ficar até as 17h30 e eu tinha de estar em casa nesse momento. Pronto. Essa foi a chave para eu sempre estar em casa às 18h no máximo.”
    Elisa Marconi, mãe de Luiza e Daniel, radialista e professora universitária
12) Levo trabalho para casa 
     “Depois que a Isabela nasceu, montei um esquema e todos os trabalhos que antes eu fazia no estúdio passei a fazer em casa. A Tânia (Khalil), minha mulher, também tenta ficar em casa o máximo que consegue, mesmo com a rotina maluca, a gente mantém um contato muito próximo”,
     Jair Oliveira, músico, pai de Isabela
13) Reservo as manhãs
     “As manhãs são sagradas para mim. É o período em que me dedico totalmente à Alice. Quando ela acorda, tem por hábito ir para a sala assistir a TV. Vemos uns dois desenhos e, depois, coloco um disco com as músicas de que ela gosta. Brincamos, faço o dever de casa com ela, tomamos banho e almoçamos.”
     Flavia Galembeck, mãe de Alice, jornalista
14) Virei freelancer
    “Quando resolvi ter filhos, mudei completamente a minha vida. Deixei o agito das redações e me dediquei à vida de freelancer. Ganho menos, mas gasto muito menos também. E não tem dinheiro que pague.”
      Carolina Chagas é jornalista e escritora e mãe de João Francisco e João Henrique
15) Levo a filha comigo
     “Toda semana, minha filha vem ao trabalho comigo e fica num espaço que a empresa reserva para crianças. É ótima a sensação de tê-la pertinho!”
       Silvia Berger, mãe de Manoela, gerente de vendas da Cia Athletica e responsável pelo Instituto Cia Athletica
16) Brinco com eles
    “Às vezes, pra ficarmos mais tempo juntos e brincar um pouco, entra todo mundo no banho junto. Eu e os três! Inventamos milhões de brincadeiras. Acho que é importante saber brincar com seus próprios filhos. A gente esquece disso no dia a dia.”
      Carolina Delboni, mãe de Pedro, Lucas, Felipe, estilista
17) Fico em casa
     “Quando a Teresa nasceu, consegui me organizar para trabalhar em casa. Mesmo trabalhando, estou perto e consigo ter umas folguinhas para  ela ao longo do dia. Também a levo comigo ao supermercado e para fazer coisas do dia a dia.”
     Luciana S. Van Deursen Loew é mãe de Teresa, editora do site Bluebus.com.br
18) Tenho horário flexível  
    “Desde que Carlos veio ao mundo, fiz um acordo na empresa para ter um horário flexível. Agendo reuniões fora, passo na fábrica algumas vezes por semana, mas trabalho de casa mesmo.”
        Heloisa Checchia Da Costa, mãe de Carlos, gerente de vendas e dona da Oleh Mater, marca de roupas para gestantes
19) Faço o turno da noite
     “Tenho um horário de trabalho alternativo. Trabalho de madrugada, saio mais tarde de casa e, assim, fico com Stella mais tempo. Descobri que tenho um talento nato para a troca de fraldas. E ela sente isso!”
     Ronaldo Gasparian, pai de Stella, DJ
20) Descobri um novo talento
     “Quando engravidei da segunda filha, tomei a difícil decisão de deixar de trabalhar. Me sentia culpada por abandonar uma profissão que amava. Quando parei de me culpar, decidi escrever livros infantis. É preciso eleger prioridades.”
        Elaine Guedes é jornalista, mãe de Marina e Maria Carolina
21) Faço tudo com ela 
     “Saio para trabalhar às 6h e quando chego, às 19h30, faço tudo com Isadora. Tomamos banho juntas, fazemos comida… juntas! Coloco um caldeirão na pia com comida de mentirinha e ela acha que está me ajudando a fazer o jantar. Pra ela, tudo isso é brincadeira!”
         Luana Crescencio Costa Travassos, assistente administrativa, mãe de Isadora
22) Estou perto de casa
     “Trabalho bem próximo a onde moro. Com esse horário, dá tempo de cuidar dele, jantar, dar banho e ainda jogar vídeo-game e brincar de desenhar. Em outro emprego, eu não teria esse tempo pra ele.”
       Aline de Oliveira Amorim, operadora de telemarketing, mãe de Guilherme
23) Trabalho na escola deles 
     “A partir deste ano, eles vão estudar na escola em que dou aula, e isso vai ajudar bastante. Vou passar um tempo a mais com eles e ficar por perto, já que terei contato com os professores e coordenadores. Consegui cumprir minha meta de tê-los onde trabalho.”
       Andréa Costa Nastari Ferreira, professora, mãe de Leonardo e Lucas
24) Desligo o celular
    “Tanto eu como o Zé, meu marido, trabalhamos muito. Uma das coisas que evito é falar ao celular quando chego em casa. Deixo desligado, para poder também ficar mais conectada com as crianças e não mais com tudo e todos.”
      Flávia Lemes da Cunha, mãe de Thomas e Camila, psicóloga e sócia da Maria Barriga
25) Congelo o jantar
    “Duas vezes por semana cozinho uma porção de coisas e congelo para ter menos tarefas nos outros dias. Além disso, à noite meu marido e as crianças sempre me buscam de carro no metrô Jabaquara. Isso é bom, porque aproveitamos esse tempo para colocar a conversa em dia.”
   Alessandra Morita, chefe de reportagem da revista Supermercado Moderno, mãe de Pedro e Rebeca
26) Revezo com a mãe 
   “Minha esposa, Sibele, sai às 7h da manhã, quando João Pedro ainda está dormindo, e eu sou o responsável por trocar e dar mamadeira para ele assim que acorda. Ela volta do trabalho mais cedo e os dois me esperam chegar, por volta das 20h.”
   Rodney Lopes Pereira, pai de João Pedro, gerente de projetos de uma multinacional
27) Convido os amiguinhos 
    “Sou parte do grupo de mães voluntárias da escola de Olívia. Nos eventos, ajudo a professora na organização. Sempre que posso, marco de os amigos da escola irem brincar lá em casa.  Assim, a escola e a casa fazem parte do mesmo universo, e ela se sente mais à vontade e familiarizada, já que passa o dia todo lá.”
    Juliana Cadiz, mãe de Olívia, relações públicas
28)Virei empresária
     “Troquei perfumaria por alimentação. Hoje, trabalho as mesmas horas que antes, mas estou próxima da minha casa e da escola do meu filho, e dedico a ele todo o tempo que economizo com trânsito, aeroportos, viagens, conversas no café, reuniões improdutivas etc. “
     Carla Terzaghi, especialista em culinária infantil e festas, mãe de Carlos
29) Sou eu mesma
     “Procuro passar o pouco tempo que tenho com meus filhos sendo eu mesma. Uma mãe com um monte de defeitos e também um monte de qualidades. Uma mãe que faz coisas que eles gostam e também coisas que eles detestam, como cobrar lições, colocar de castigo, exigir que comam direito, cumprimentem as pessoas, falem olhando nos olhos. Sinto que cada vez que conseguimos nos relacionar encarando as cobranças, as carências, atuando sem preguiça, ficamos mais fortes e mais unidos. As crianças não podem ter dúvidas de que as amamos. E que amor também é limite. De tempo, inclusive.”
      Tetê Pacheco, mãe de Bento e Otto, publicitária
30) Invento festas
      “Sempre crio momentos divertidos. Enfeito a casa, faço festa junina e festinha de carnaval fora de época, com confete e serpentina!”
       Laura de Oliveira, mãe de Samuel, bacharel em Geografia