Família

Para prevenir e tratar

A homeopatia chegou ao Brasil em 1840; hoje, mais difundida, ainda encontra mitos e dúvidas entre pacientes e (até mesmo) médicos

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

No dia 21 de novembro de 1840, o médico homeopata francês Bento Mure chegou ao Brasil e começou a difundir a Homeopatia. Passados 173 anos, a Homeopatia continua reconhecida como especialidade médica e já é oferecida na rede pública de saúde (SUS). Por causa da chegada do médico ao país, comemoramos a data como o Dia da Homeopatia. Embora bastante antiga, a homeopatia está sendo difundida aos poucos e, no Brasil, ela ainda não faz parte das disciplinas de ensino obrigatório nas faculdades de medicina, com exceção da UNIRIO. Desta forma, a grande maioria dos médicos desconhece a especialidade.

Apesar disso, o médico pediatra homeopata, Dr. Sergio Eiji Furuta, Diretor da Associação Paulista de Homeopatia e Diretor da Associação Médica Homeopática Brasileira, pai de Fernanda e Gustavo, acredita que está havendo uma evolução na história da homeopatia em nosso país, com o maior conhecimento das pessoas e, assim, maior procura. “Os pacientes estão tomando muitos antibióticos, antiinflamatórios, antialérgicos, e o tratamento homeopático surge como alternativa, já que é muito eficaz nesses casos, e não apresenta efeitos colaterais”.

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Outro acontecimento importante que ajudou na evolução da Homeopatia no Brasil foi o aumento de médicos nos cursos de especialização, além da entrada de grandes fabricantes de remédios homeopáticos, como a francesa Boiron. Tais acontecimentos são importantes, pois levam os remédios às grandes redes farmacêuticas, difundindo e popularizam a Homeopatia, afirmou o médico.

Tratamento ou prevenção?

A grande questão relacionada à homeopatia é se ela realmente trata ou se só trabalha com a prevenção de doenças. Apesar do que muitas pessoas acreditam, ela pode também ser utilizada no tratamento de doenças. Segundo o médico Sergio, os resultados podem ser imediatos, rápidos, “contradizendo a afirmação de que tratamento homeopático é lento e a longo prazo”. De acordo com ele, a grande diferença é que no tratamento alopático medicam-se os sintomas do doente e a doença, já no tratamento homeopático a escolha de um remédio requer uma consulta individualizada do doente, porque se medica o doente – e não necessariamente a doença.

Pra todo mundo

Assim como os remédios alopáticos, os medicamentos da homeopatia servem também para as grávidas e bebês (mesmo os recém-nascidos), quando devidamente prescritos. Para Dr. Sergio, a maior vantagem dos medicamentos homeopáticos é que não apresentam reações indesejáveis se indicados pelos médicos.

As grávidas e os bebês podem utilizar os remédios homeopáticos tanto preventivamente, quando curativamente. Preventivamente utiliza-se um dos 3000 existentes, levando em consideração a maneira individualizada de cada paciente.

Os remédios homeopáticos podem ser utilizados para a maioria dos sintomas possíveis e comuns numa gestação (exemplos: náuseas, vômitos, insônia, ansiedade etc.), cabendo ao médico homeopata a escolha adequada e individualizada. Já os bebês respondem muito bem ao tratamento homeopático, sem efeitos colaterais quando bem indicados, para sintomas como dores de barriga, insônia, agitação, vômitos, irritabilidade por dentição, segundo o médico.

Como todo medicamento, podem apresentar contraindicações se receitados inadequadamente na dosagem, potência medicamentosa, frequência, duração e o desconhecimento das limitações.

 

Consultoria: Dr. Sergio Eiji Furuta – Médico Pediatra e Homeopata, Diretor da Associação Paulista de Homeopatia e Diretor da Associação Médica Homeopática Brasileira, pai de Fernanda e Gustavo