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Como fazer com que os seus filhos peçam desculpas (de verdade)

Ele precisa entender o significado do pedido

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Redação Pais&Filhos

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(Foto: Shutterstock)

“Peça desculpas por falar assim comigo!” Essas palavras fazem parte do cotidiano de muitos pais. Quando sua filha de seis anos finalmente murmurar uma desculpa em meio às lágrimas, você, certamente, ficará se perguntando se todo o drama valeu a pena. Ela aprendeu algo sendo obrigada a dizer “desculpa”? Especialistas afirmam que mais importante do que dizer a palavra mágica é assumir a responsabilidade pelo erro, segundo reportagem da revista norte-americana “Parents”.

“Crianças dessa idade podem resistir na hora de pedir desculpas porque, no fundo, acreditam que o erro não é culpa deles,” diz Ericka Anderson, conselheira profissional no Colorado.

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“Eles precisam de garantias de que mesmo que não se comportem bem, eles não são ‘maus’ e ainda são amados.” Repensando o processo de fazer com que os seus filhos peçam desculpas, você pode ajudá-lo a entender como as ações dele afetam outros e a fazer as pazes.

Dê um passo para trás

Seu filho está se desentendendo com um amigo e empurra o colega no calor do momento. Ao invés de se intrometer logo na briga e forçá-lo a se desculpar, ajude o seu filho a se acalmar primeiramente. “Se você insistir em fazê-lo se desculpar quando ainda estiver sentido, ele não entenderá como o comportamento dele afeta outras pessoas,” afirma Jennifer Kirk, psicóloga no Kirk Neurobehavioral Health, no Colorado.

Assim que passar a compreender o significado de empatia, ele começará a sentir e perceber a dor que suas atitudes podem causar em outros. Isso pode aumentar o remorso, fazendo com que o seu filho saiba lidar melhor com os conflitos futuros.

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Se a raiva do seu filho for direcionada a você – ele grita quando você pede para ele se sentar à mesa – responder com um “Nós não falamos assim; peça desculpas agora”, fará com que ele apenas se sinta mal por estar sendo censurado e não considere o fato de estar sendo rude. “Diga algo como, ‘Isso machuca os meus sentimentos. Eu amo você, mas me dê uns minutos sozinha, volte depois,” aconselha a psicóloga.

Visto que o seu filho se acalmou, você pode introduzi-lo à próxima lição da vida: como o comportamento dele afeta os outros. “Pergunte algo que ajude com que ele perceba o que a outra pessoa sentiu, por exemplo: ‘Como você se sentiria se alguém fizesse isso com você?’” sugere Kirk.

Você pode até ajudar no processo de relembrar uma situação em que o seu filho esteve envolvido num conflito similar. Então, vocês trabalharão em conjunto para desvendar os melhores caminhos para resolver o problema. “Pergunte ao seu filho, ‘O que você poderia ter feito diferente?’ ou ‘O que pode funcionar se isso acontecer de novo’ para ajudá-lo a refletir sobre a situação.”

Dê o exemplo

Uma das maiores e mais poderosas lições que o seu filho pode aprender pode ser encontrada no seu próprio exemplo, como mães e pais. “Seu filho é um espectador do que você faz,” diz a psicóloga Kirk. Se você agir de forma agressiva e impaciente quando o seu filho te interrompeu numa conversa, você pode dizer: “Desculpe por ter agido mal. Prometo respirar e me acalmar quando estiver frustrada no futuro.”

Você está ensinando o seu filho o seguinte modelo de desculpa: assuma a responsabilidade e desenvolva um novo caminho da próxima vez. Quando ele presenciar a mesma atitude de novo e de novo, ele interiorizará as palavras e o significado delas.

Fazer as pazes

Ações concretas dão às desculpas significados mais reais para crianças dessa idade. Se o seu filho chamar o amigo por um nome feio, você pode perguntar: “O que você pode fazer para que ele se sinta melhor?” Pode sugerir que ele faça desenhos, dê abraços, ou ofereça um brinquedo para repartirem. Como dizer “Desculpa,” essas atitudes ajudam a criança a ser responsável por corrigir os seus próprios erros. E se o pedido de desculpas vier – mesmo com a sua insistência -, elogie o seu filho dizendo, “Você poderia se sentir orgulhoso por fazer com que o seu amigo se sinta melhor!”

Traduzido da revista “Parents”.

O tema “Criança Rei X Birra: qual o caminho do meio” será abordado pela Melinda Blau, escritora norte-americana, no nosso Seminário Internacional “Mãe também é gente”, que ocorrerá dia 15 de maio no WTC (World Trade Center São Paulo), na zona sul de São Paulo.Inscreva-se aqui.

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