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Casa à prova de acidentes

Obviamente eles não são intencionais, mas representam a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos.

Redação Pais&Filhos

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(Foto: Shutterstock)

Legenda: (Foto: Shutterstock)

A nossa casa costuma ser sinônimo de segurança e aconchego. Mas quem tem filhos sabe que eles são cheios de curiosidades e, na maioria das vezes, não têm nenhuma noção de perigo e acham que o armário da cozinha, a janela da sala e o móvel do quarto são locais para se “aventurar”. O problema é que nem sempre essas aventuras terminam muito bem.

De acordo com o Ministério da Saúde, os acidentes não intencionais são as principais causas de morte de crianças de 1 a 14 anos. Mais de 5 mil crianças morrem e aproximadamente 110 mil são hospitalizadas anualmente. Porém, 90% desses casos poderiam ser evitados com prevenção.

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Locais mais perigosos
Um estudo publicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria categorizou os locais mais perigosos de uma casa na seguinte ordem: cozinha, banheiro, quintal, sala e quarto. A Pais&Filhos conversou com a cirurgiã pediátrica e coordenadora do SOS da Unimed Blumenau Maria Beatriz Schimitt, que nos deu algumas dicas sobre os detalhes com que os pais precisam se atentar para prevenir acidentes.

Cozinha
Risco: criança e cozinha não combinam. Lá podem acontecer queimaduras por contato com o forno quente ou líquidos ferventes, quedas de cadeiras, ferimentos no manuseio de facas, choques elétricos e intoxicação com produtos químicos
Precaução: criança só deve frequentar a cozinha com a supervisão de um adulto responsável.
O indicado é deixar a porta sempre fechada quando ela estiver por perto. Se quiser coloque um daqueles portões de escada na passagem para assegurar a segurança das crianças.

Banheiro
Risco: afogamento em banheiras, ingestão de medicamentos e quedas ao tentar “escalar” o vaso sanitário, o bidê e a pia.
Precaução: enquanto seu filho for pequeno procure acompanhá-lo quando precisar ir ao banheiro e coloque-o somente no peniquinho, para que ele não corra o risco de cair dentro do vaso, pois crianças podem se afogar com apenas 2,5 cm de água. Acostume-se a deixar a tampa do vaso sanitário sempre abaixada. Além disso, deixe fora de alcance remédios e cosméticos. Quando ele for maior, peça para não trancar a porta do banheiro quando estiver usando.

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Quintal
Risco: além do perigo de afogamento nas piscinas, a criança pode comer uma planta venenosa, correr para a rua ou cair da laje.
Precaução: as quedas são a principal causa de atendimento de crianças de 0 a 9 anos nas unidades de urgência do SUS e representam 50% dos acidentes. Portanto, subir em árvore, por exemplo, só com um adulto por perto. No caso de piscina, elas devem ter cerca ao redor. Se você mora em prédio com parquinho, certifique-se de que os brinquedos estão em um bom estado.

Sala e Quarto
Risco: crianças adoram “explorar” tomadas e fiações que podem causar choques e queimar. Podem bater a cabeça em móveis, tentar escalá-los ou cair deles. A curiosidade em colocar as coisas na boca, que podem ser engolidas acidentalmente, e as janelas sem proteção também podem oferecer riscos.
Precaução: as tomadas podem ser protegidas por tampas ou escondidas por móveis. Opte por móveis com pontas arredondadas e de preferência mais pesados, pois não correm o risco de cair caso a criança tente escalá-lo; evite mesas com tampo de vidro. Procure usar grades ou redes de proteção nas janelas para evitar quedas.

E se meu filho se machucar?
Mesmo prevenindo pode acontecer de as crianças se acidentarem. De acordo com Maria Beatriz, da Unimed, quando um acidente ocorre, independentemente de qual for, é importante verificar a consciência, a respiração e se ela consegue interagir. Em seguida, é preciso ver se houve possíveis lesões. Se houver sinais de gravidade deve-se entrar em contato com o SAMU, no número 192.