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Calor na medida certa

A luz do sol pode ser muito benéfica para as crianças. O segredo está na quantidade de sol, horários de exposição e proteção utilizada

Redação Pais&Filhos

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“Durante os seis primeiros meses, o bebê não deve ser exposto ao sol” (Foto: Shutterstock)

O ditado não é novo, mas é sempre bom lembrar que o sol nasce para todos e, durante o verão, ele está mais forte do que nunca, por isso, os cuidados no momento de se expor aos raios solares precisam ser intensificados, principalmente entre as crianças. Não que ir à praia, piscina ou brincar ao ar livre esteja proibido nessa época. Mesmo porque, nesse período, as crianças estão de férias, mas é importante se atentar aos horários e a duração do banho de sol.

Durante os seis primeiros meses de vida o bebê não deve ser exposto diretamente ao sol, pois a pele muito fina pode queimar facilmente. Depois o sol está liberado por 5 a 10 minutos diários, pela manhã (antes das 10h) e no fim da tarde (após as 16h), com protetor solar. Nessa fase é importante que o bebê tenha contato com a luz solar, pois, por meio dos raios do tipo ultravioleta B, o organismo da criança obtém vitamina D e, com ela, melhora a absorção do cálcio, fortalecendo os ossos e prevenindo o raquitismo.

“Até os 5 anos de idade, recomenda-se o uso dos filtros infantis, que geralmente contêm menos substâncias químicas capazes de induzir a sensibilização da pele da criança. O filtro solar ideal é o que protege da radiação UVA e UVB, e têm no minímo FPS 30”, explica a dermatologista da Unimed Rio, Paula Ramalho. Ela também alerta sobre o uso de roupas com proteção solar. “A trama do tecido desse tipo de roupa é composta de poliamida com dióxido de titânio, que é um protetor solar muito resistente”, completa.

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Cuidados básicos 

Durante o verão o uso do filtro solar precisa ser intensificado, mas o indicado é que seja usado todos os dias do ano. Óbvio. É importante que as roupas sejam sempre frescas e leves, preferencialmente de algodão para a pele respirar melhor. De acordo com Paula, roupas sintéticas devem ser evitadas por adultos e crianças, pois costumam reter o calor e o suor. Em locais abertos, chapéus e bonés são essenciais, cobrindo o rosto e o pescoço. Se o calor estiver muito forte, é melhor ir para um local com sombra, pois mesmo debaixo do guarda-sol é possível receber os raios solares perigosos.

Alertas

Por mais que os pais estejam sempre atentos, pode acontecer de a criança extrapolar o tempo de brincadeira na piscina ou na praia, e, quando se dão conta, a criança pode estar com insolação, queimadura ou algo mais grave. A insolação é um mal-estar decorrente da exposição prolongada ao sol intenso ou ao calor. Os sintomas mais frequentes são desidratação, queimaduras de pele, dor de cabeça, tontura e febre.

Estão mais sujeitas as crianças de pele muito clara, de cabelos loiros, ruivos ou castanhos-claros, de olhos claros, ou ainda com sardas. As infecções intestinais também costumam se manifestar com maior frequência em épocas de calor, devido à má conservação dos alimentos. Assim como as infecções e inflamações da orelha, devido ao acúmulo de água na parte externa do ouvido, podendo tornar-se um local para depósito de bactérias.

Depois da praia 

Quando a gente volta pra casa os cuidados devem continuar. Não adianta deixar a pele seca e sem nutrientes, porque ela fica propícia a infecções. Ponha a criança num banho fresco para tirar os resíduos e depois aplique um hidratante pós-sol, como aloe vera. Por fim, dê bastante água para ela.