Criança

Volta às aulas: prepare-se hoje para reduzir o estresse matinal amanhã

Redação Pais&Filhos

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Quem tem filho pequeno na escola sabe como preparativos aparentemente simples, como arrumar a mochila, tomar banho, colocar o uniforme, fazer uma refeição rápida e escovar os dentes podem virar uma espécie de míni terceira guerra mundial. Reunimos 12 dicas para facilitar a sua vida na volta às aulas:

1. Organize-se na véspera:
 Deixe pronto na noite anterior tudo aquilo que é possível: separe junto com as crianças menores o material escolar, o uniforme, verifique a agenda para não esquecer alguma coisa que a escola tenha solicitado, tenha o lanche já pronto e separado na geladeira. São coisas que podem ser realizadas na noite anterior e que proporcionam momentos ricos de troca entre pais e filhos: “Vamos arrumar a mochila juntos?” é bem melhor do que “Vá arrumar sua mochila” para quem ainda tem dificuldade de planejar ações em sequência.

2. Ponha seu filho para dormir mais cedo:
Muitas vezes, as crianças que se mostram difíceis na parte da manhã, na organização das tarefas do dia, nos cuidados pessoais etc., são crianças que precisam dormir mais: mais horas e mais cedo!Assim podem acordar alguns minutos antes e ter tempo de acordar com calma e se preparar para as obrigações do dia de forma adequada. Crianças têm um despertar mais sensível do que adolescentes e adultos: acordá-las com carinho e gradualmente pode garantir uma manhã melhor para todos!

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3. Dê atenção à noite para evitar birra logo cedo:
Existem casos de crianças que provocam as mães para ter sua atenção. Nesse caso é melhor fazer uma análise da relação tempo/atenção que a criança recebe durante o dia ou à noite antes de dormir: uma historinha leva poucos minutos, mas traz um sentimento de compartilhamento de afeto muito importante.

4. Mostre quem está no comando:
As crianças precisam sentir que seus pais estão no domínio da situação e que são capazes de controlar a si próprios e aos filhos. Por isso, nada de ceder ao estresse quando as crianças se negam a realizar alguma atividade fundamental ou demoram além do necessário. Não grite. Estresse gera mais estresse. Keep calm, respire e conte até 10.

5. Faça como eu faço:
Crianças com menos de 5 anos precisam de modelos sólidos, concretos e repetitivos de comportamento e de quem faça as coisas com ela (não por ela necessariamente). Se seu filho é pequeno, você terá de estar por perto na hora do banho, de tomar café ou colocar o uniforme. Ele vai executar uma parte sozinho e pode precisar de ajuda. Dos 5 aos 7 ou 8 anos a maioria já é capaz, se devidamente orientada anteriormente, de fazer sozinha uma série de tarefas simples. Se você deixar o uniforme separado e explicar que devem colocá-lo assim que acordarem, poderão vestir-se sozinhos, por exemplo.

6. Seja claro:
Use linguagem clara ao explicar à criança o que se deseja dela e repita em diversas situações a mesma orientação: é isso que faz com que a criança aprenda. Quantos mais exemplos concretos e vivências, mais depressa a criança aprenderá. Se você quer que ela coloque a xícara na pia após o café, faço isso na frente dela e explique que, todo dia, ela deve fazer o mesmo. E repita amanhã. E repita depois de manhã. Em algum momento, ele vai fazer sem que você peça.

7. Pratique:
Não adianta de dar aulas de como escovar os dentes sem que a criança escove seus próprios dentes,  pois a aprendizagem de hábitos requer modelos e orientações passo a passo. O ideal é escovar os dentes com ela. Mostre como você faz, deixe-a fazer sozinha e mostre o que ela acertou e o que ela pode melhorar.

8. Estabeleça uma rotina:
Hábitos são adquiridos com a rotina, ou seja, experiências repetitivas: seja o que for que se deseje ensinar as crianças, perseverança e tranquilidade são básicos. Se a criança precisa aprender a tomar banho assim que se levanta da cama, não pode haver exceção, isso deve se exigido e supervisionado diariamente. Ou seja: a mãe deve acompanhar a criança até que esta mostre ser capaz de fazer sozinha e sempre. Daí pra frente, verificar uma ou outra vez já será suficiente.

9. Uma ordem de cada vez:
De modo geral, as crianças conseguem seguir uma ordem de cada vez; após os 4 ou 5 anos, duas ordens, e, após os 7 ou 8 anos, três ordens consecutivas. Portanto, passar “as ordens do dia” todas de uma vez logo cedo, pode ser  uma tarefa frustrante para os pais, pois dificilmente as crianças as cumprem ou as cumprem no ritmo ou na sequência necessária e simplesmente porque não conseguem fazer isso! A partir dos 9 anos, grande parte das crianças já adquiriram autonomia nessa parte, ainda que uma supervisão seja necessária até os 11 ou 12 anos, após a mudança ao ensino Fundamental II.

10. Faça de tudo uma brincadeira:
Fazer essas tarefas como se fossem parte de um jogo é bem melhor em termos de relacionamento pais e filhos e de aprendizagem de novos hábitos."Vamos ver quem arruma a lancheira primeiro?", "Vamos ver quem não esquece nenhum item do uniforme"? As poucos, a criança vai assumindo sozinha, pois percebe que em seguida receberá atenção, elogios ou ainda poderá assistir a um programa de TV do qual goste, pois vai sobrar tempo!

10. Não culpe a criança:
Não culpe a criança por atrasos na saída para a escola, devido ao seu modo pouco organizado de se preparar: melhor é retomar a aprendizagem desses hábitos matinais com os filhos, pois a criança vai se sentir amparada e segura, o que ajuda a fixar as etapas.

11. Seja firme:
Após os 7 ou 8 anos, há casos de crianças que tentam obter ganhos secundários dessas aparentes dificuldades de se organizar e agilizar as tarefas: aguardam que as mães percam a paciência e façam tudo por elas. Voltar atrás ou fazer tarefas que a criança já domina ou pode fazer por si mesma só alimenta a situação. Deixar a criança sofrer as consequências desses atos, aplicando o castigo combinado anteriormente e não lhe dando atenção por alguns minutos ajuda e muito, pois a “brincadeira” não terá mais graça.

12. Não apresse:
Repetir mais de uma vez cada ordem ou pedir  que a criança se apresse aumenta o estresse da criança, da mãe e do pai. Todos ficam ainda mais irritados. E pior: isso determina maior lentidão….

Consultoria: Maria Irene Maluf, especialista em Psicopedagogia e Educação Especial, coordenadora do Nucleo Sul/Sudeste dos cursos de Especialização em Neuroaprendizagem e Transtornos do Aprender do Grupo SaberCultura/FACEPD, site: www.irenemaluf.com.br

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