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O perigo invisível: Saiba como é o TOC na infância

Crianças a partir de 4 anos já estão aptas a desenvolver TOC

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Redação Pais&Filhos

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As crianças com TOC realizam rituais de modo repetitivo ou compulsivo (Foto: Shutterstock)

Você sabia que uma em cada 100 crianças americanas tem TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo)? Muitas pessoas reduzem  o termo a quem exagera na mania de limpeza ou de organização. Mas não é só isso. TOC é um transtorno de ansiedade que faz com que o cérebro fique focado em alguns medos ou obsessões, como a presença de germes ou monstros escondidos.

As crianças tentam fugir desse medo realizando rituais de modo repetitivo ou até mesmo compulsivo. Lavar as mãos toda hora, checar várias vezes se a porta está fechada ou verificar se o fogão está desligado são alguns exemplos. Isso ocorre porque quem tem TOC acredita que o pior virá se esses rituais não forem respeitados. E se elas são impedidas de realizá-los, a ansiedade volta ainda mais forte e o comportamento obsessivo tende a piorar.

Ao contrário dos adultos, as crianças têm mais dificuldade de notar que seus pensamentos ruins e seus medos não são reais. “Elas só sabem que os rituais trazem uma sensação de que vai ficar tudo bem”, diz Jerry Bubrick, diretora do programa intensivo de tratamento pediátrico para casos de transtornos obsessivos no Child Mind Institute, na cidade de Nova York.

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Conforme um estudo feito pelo Centro de Pesquisas Infantis Bradley Hasbro, as crianças a partir de 4 anos já estão aptas a desenvolver TOC. Aquelas entre 4 a 8 anos que já apresentam sinais de TOC podem se tornar tão obsessivas quanto os adultos, tanto para limpeza quanto para contaminações ou hábitos de repetições.

Buscando ajuda

Se você perceber que seu filho é apegado a certos rituais e repete algumas ações várias vezes, procure um profissional. Muitas vezes, as crianças com TOC passam muito tempo sozinhas e ficam tão centradas em suas próprias obsessões que se afastam de seus amigos e da família ou enfrentam problemas na escola.

Em alguns casos, o Transtorno Obsessivo Compulsivo pode ser confundido com outros quadros, como TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), pois a criança fica tão preocupada com as próprias obsessões que não consegue prestar atenção nas aulas, por exemplo. Mas, se o diagnóstico for feito logo cedo, elas tendem a responder muito bem ao tratamento.

Os especialistas também ensinam os pais como lidar com esse quadro de modo a não tornar a recuperação frustrante. Enquanto a criança vai aprendendo aos poucos como controlar sua ansiedade, os pais vão aprendendo a não pressionar os filhos para deixar seus rituais de lado do dia para noite. Ajuda especializada, nesse momento, é fundamental!

 

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