Criança

Medicação em casa: saiba quais são os erros mais comuns que cometemos

Quando o assunto é remédio, deslizes podem acontecer até com as mães mais vigilantes. Quais deles você reconhece?

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

erros de medicação

Quando nosso filho está febril e congestionado, muitas vezes nós acabamos apelando para aquele xarope que já está em casa, geralmente guardado por muito tempo e que o pediatra receitou em outra ocasião. Às vezes dá tudo certo: a febre abaixa e você pode ficar tranquila. Mas, sempre tem um mas… algumas vezes não é isso que acontece, e algumas crianças não são tão sortudas e podem aparecer complicações por causa dessa falta de atenção.

Para ter uma noção, segundo dados do DATASUS,  Departamento de Informática do SUS, 278 crianças morreram por causa de envenenamento com substâncias medicinais em 2012. É importante ter a consciência de que medicamentos são substâncias que objetivam curar doenças ou aliviar sintomas.

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“O tamanho pequeno de uma criança e o metabolismo imaturo faz dela alguém muito mais vulnerável aos erros da medicação”, diz Daniel Fratterelli, presidente do comitê de remédios da American Academy of Pediatrics. Por isso é fundamental ficar atenta!

  1. A tal da superdosagem

Muitos medicamentos que compramos sem prescrição médica têm o mesmo princípio ativo, mas devem ser usados para doenças diferentes. Alguns remédios até mascaram sintomas importantes de problemas mais graves, o que dificulta o diagnóstico. Algumas vezes, quando o remédio não tem o efeito esperado, nós acabamos aumentando a quantidade sem consultar o pediatra, e isso pode acarretar em ainda mais danos para a saúde. Por isso, não dê duas doses do comprimido de uma vez para seu filho, a não ser que o médico recomende. Fique ligada!

  1. Ignorando as instruções médicas

É tentador parar de dar antibióticos assim que você percebe que seu filho está melhor, até porque é uma batalha todas as vezes que você tem que fazê-lo tomar o remédio, não é mesmo? Mas as bactérias podem se tornar resistentes aos antibióticos se não forem extintas definitivamente do organismo das crianças, e isso vai fazer seu filho ficar ainda mais doente. Se a doença voltar, ele vai ter que tomar um remédio ainda mais forte e pode sofrer mais efeitos colaterais.

  1. Remédios com outro propósito

Algumas vezes usamos os medicamentos errados para situações diversas. Por exemplo, antialérgicos causam sono, mas não devem nunca ser usados para fazer as crianças dormirem, porque podem causar efeitos indesejados. Os remédios só devem ser direcionados para aquilo que o médico receitou. Se você tiver dúvidas, leia a bula e, principalmente, consulte o pediatra.

  1. Sem nenhuma medida

Se você usa colheres comuns de cozinha para medir a quantidade de remédio que vai dar para seu filho, cuidado! A dosagem existe para ser respeitada e os medicamentos não são uma receita de bolo que pode dar certo mesmo que você erre um pouco a medida. Use sempre o copinho de dosagem que acompanha o medicamento. Lembre-se do ditado:  “A diferença entre o remédio e o veneno é a dose”.

  1. Brincando de médico

Vamos imaginar que seu filho menor comece a reclamar de dor de garganta, assim como seu filho mais velho, que já está sendo medicado. Parece certo você concluir que o mais novo está com a mesma doença e, portanto, pode tomar o mesmo medicamento. Mas não é. Se o seu diagnóstico estiver errado, seu filho pode ficar ainda mais doente. As doenças podem ser completamente diferentes.

  1. A dose não é a idade

As crianças metabolizam o medicamento de formas diferentes dependendo do peso de cada uma delas, não da idade. Esse é um ponto que precisa de atenção principalmente para as crianças que estão acima ou abaixo do peso ideal. Um estudo da Universidade de Minnesota mostrou que crianças que estão acima do peso metabolizam alguns componentes dos remédios, como a cafeína, com muito mais rapidez que crianças magras, o que significa que elas vão precisar de uma dose maior do medicamento para sarar.  É importante ficar ligada para não cair nesse erro. Atenção com isso!

  1. Leia a bula

Se você tem um filho que precisa tomar remédios regularmente, é fácil estabelecer uma rotina e administrar os medicamentos sem perceber que a dosagem pode ter mudado porque ele cresceu ou o remédio mudou de alguma forma. Outra razão crucial para ler a bula antes de dar o medicamento ao seu filho, é você saber mais informações sobre aquele medicamento. E se surgir qualquer dúvida, não hesite em entrar em contato com seu médico, ele vai explicar melhor e te tranquilizar de qualquer problema. Qualquer decisão que tomar, avise o pediatra.