Criança

Intercâmbio para crianças

Mestre em linguística explica que experiência é enriquecedora e que medo da separação está na cabeça dos pais

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Deixar as crianças passarem um fim de semana longe, na casa de amigos ou parentes, já pode parecer difícil para alguns pais, imagina só liberar a criança por um mês para ficar num outro país, sem pai nem mãe por perto. Mas acontece. Algumas centrais de intercâmbio ou escolas especializadas estão fazendo disso uma prática anual.

Com mais de 30 anos de experiência em viagens de intercâmbio na Dice English Course na Lagoa (RJ), a educadora e mestre em linguística Eloísa Lima, mãe de Bruno, mantem um convênio com o governo do estado da Flórida, os Estados Unidos, para levar grupos de alunos com idades dentre 4 e 13 anos para uma experiência de um mês morando em outro país.

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A proposta é que esses alunos passem os dias da semana em uma escola comum dos Estados Unidos, falando apenas em inglês. Lá, eles apresentam também um pouco da cultura brasileira aos outrs estudantes. A hospedagem é em um hotel residência, cada quarto acomoda quatro crianças e um responsável. Aos finais de semana, o grupo faz visitas guiadoas aos parques temáticos da região como um acampamento acompanhado por biólogos do Sea World.

A educadora explica que a vivência em um país diferente ainda na infância é muito rica para a criança e que em 30 anos na área já notou que na maioria das vezes quem gera a maior ansiedade pela separação entre pais e filhos são os próprios pais. “Também temos de levar em consideração algumas variáveis, se as crianças estão passando por um mau momento em casa ou na escola, pedimos que os pais esperem pelo próximo intercâmbio”.

O planejamento do intercâmbio acontece com meses de antecedência já que os pequenos detalhes são essenciais. “Não existe ‘não faço, não quero’, eu já aviso aos alunos e aos pais que estamos em um grupo e que nossas astividades são previamente planejadas. Se o aluno não respeitar, ligo para seus pais e mando de volta”, explica.

A educadora conta que os pais que procuram pelo serviço o fazem com o objetivo de estimular o aprendizado da língua e, principalmente, para mostrar como são outras culturas. Não há a necessidade dos alunos tirarem notas nesse período, nem de fazer uma prova ao voltar, a ideia do curso é que essas crianças ampliem suas experiências e vivências desde cedo.