Criança

Ensino Híbrido

Método investe em personalização do estudo e autonomia do aluno

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Ensino híbrido

Ensino híbrido

Imagine o mundo sem celular, tablets, computadores e internet. Pense em como seria sua vida longe do seu celular, sem qualquer forma de se comunicar com seus filhos, por exemplo. Não dá! Apesar de estarem em nossa vida há pouco tempo, essas tecnologias ganharam espaço e nossa total atenção. E em muitas escolas isso não é diferente. Conquistados pelas facilidades e atrativos de tablets e computadores, alguns colégios estão investindo em tecnologia dentro de sala de aula.

Conversamos com os autores e organizadores do livro Ensino Híbrido: Personalização e Tecnologia na Educação, Lilian Bacich, Adolfo Tanzi e Fernando Mello, que apoiam o uso de tecnologia, mas alertam que algumas escolas ainda têm dificuldade em modificar as formas de lidar com o planejamento das aulas. “O grande desafio é incluir as tecnologias digitais para potencializar o ensino dos conteúdos propostos pelos currículos escolares, garantindo a oferta para todos os estudantes. Obviamente, para isso, o acesso a internet deve ser ampliado e ofertado para todas as escolas, públicas e privadas”, afirmam.

Analisando um grupo de experimentações, os autores avaliaram a implementação do chamado ensino híbrido em escolas públicas e particulares de diferentes estados do Brasil. O método faz com que o aluno alterne momentos em que estuda sozinho (em ambientes online) e em grupo. Além de uma mudança para o aluno, o ensino estimula uma mudança no papel do professor que deixa de ser um orador e passa a ser um facilitador da aprendizagem. “O papel do professor é essencial na organização e no direcionamento do processo. O objetivo é que, gradativamente, o professor planeje atividades que possam atender às necessidades da turma”, explicam. Por isso, é importante que o processo de ensino aconteça de forma colaborativa, com foco no compartilhamento de experiências e na construção do conhecimento por meio da interação nos grupos.

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Além da mudança do papel do professor e da inserção da tecnologia, outra característica do ensino híbrido é fazem com que os alunos aprendam de forma personalizada. Portanto, professor e escola precisam conhecer mais o aluno, entender como eles aprendem melhor, como se relacionam e quais são suas principais dificuldades.

Ainda é um caminho a ser traçado e uma das principais dificuldades identificadas pelos autores é que, apesar e as escolas implementarem as tecnologias digitais na rotina, ainda existe a dificuldade do planejamento das aulas. “Vivemos em nossas escolas uma cobrança, desencadeada muitas vezes por avaliações externas, que faz com que muitas escolas sejam cobradas por desempenho e, para isso, precisam dar conta de um currículo que é extenso e que é trabalhado de forma intensa pelos estudantes”, afirmam.