Criança

Crianças que presenciam brigas dos pais podem se tornar mais agressivas

Seu filho pode reproduzir a raiva fora de casa

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

O ideal é pais discutirem problemas longe dos filhos (Foto: Shutterstock)

O ideal é pais conversarem sobre os problemas longe dos filhos (Foto: Shutterstock)

Presenciar brigas pode ser difícil para uma criança. Pior ainda se esse conflito aconteceu entre os pais. Além de o filho ver o pai e a mãe nervosos, pode achar que o motivo da briga seja ele mesmo, segundo a neuropsicóloga e especialista em psicologia do desenvolvimento infantil Deborah Moss, mãe de Ariel, Patrick e Alícia.

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“A criança passa por uma fase egocêntrica, quando acha que tudo é por causa dela”, explicou a neuropsicóloga. Se o filho não almoçou como deveria ou fez xixi na cama e vê os pais brigando, pode achar que o motivo dessa discussão são as atitudes dele, pois sua mãe ou seu pai já haviam ficado bravos com isso. “A criança que vê a discussão vai juntando as palavras e forma o contexto dela”.

A fase egocêntrica do pequeno passa, geralmente, quando ele atinge 5 anos, de acordo com Deborah. “Com 5 ou 6 anos, a criança passa a perceber que aquilo que ela está vendo tem algo a mais, que há fatores externos provocando aquilo”, disse.

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De acordo com a neuropsicóloga, presenciar brigas dos pais gera muita angústia e ansiedade, porém é difícil causar depressão. “Cada criança reage de uma forma. Pode ser que o problema seja desencadeado, mas nem todo filho que vê os pais brigando é depressivo”, afirmou a neuropsicóloga.

Já que cada criança reage de uma forma, algumas ficam mais agressivas, reproduzindo o que veem dento de casa, segundo Deborah. Por isso, ela recomenda que os pais evitem discussões, repeitando a opinião um do outro e deixando para debater problemas longe do alcance da criança.