Criança

Alergia alimentar pode começar de um dia pra outro

Problema afeta 8% das crianças e pode até matar

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

09/10/2012

Algum tipo de comida pode sim, de um dia para o outro, se transformar num grande vilão na alimentação da criança. Trata-se da alergia alimentar, que não deve ser subestimada, já que pode levar à morte, alerta a pediatra e alergista Fatima Rodrigues Fernandes, do Hospital Infantil Sabará.

Como o organismo “enxerga” determinado alimento como agressor, ele reage acionando o sistema imunológico para combatê-lo. Os sintomas para quem sofre de alergia alimentar podem surgir em segundos ou até horas depois que o alimento foi ingerido.

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Mãe conta como lidou com a alergia alimentar da filha

Segundo a médica, eles podem atingir a pele (coceiras, placas vermelhas pelo corpo), o aparelho respiratório (tosse, falta de ar, sensação de fechar a garganta, espirros, congestão nasal, chiado no peito), gástricos (diarreias, dores, vômitos) e edemas (inchaços em determinadas regiões do corpo, como lábios, olhos).

“Dependendo do grau, a alergia pode provocar uma reação de anafilaxia com queda de pressão arterial, arritmia cardíaca, insuficiência respiratória e colapso vascular, podendo levar á morte. Por isso é necessário atenção e cuidado dos adultos em relação à alimentação dos pequenos, pois, muitas vezes, a proteína dos alimentos que causam a alergia pode estar escondidas em outros alimentos, principalmente os industrializados”, adverte.

Cerca de 90% das alergias alimentares estão relacionadas aos seguintes alimentos:
 
– Leite de vaca;
– Ovo;
– Trigo;
– Soja;
– Amendoim;
– Castanhas;
– Nozes;
– Peixes;
– Frutos do mar.
 
O importante, lembra a médica, é fazer o diagnóstico o quanto antes. “O tratamento envolve a restrição desse alimento e não é interessante privar uma criança, em plena fase de desenvolvimento, de alguma comida, sem que seja necessário”, diz. Uma das polêmicas envolvendo a questão é a introdução precoce desses alimentos alergênicos na dieta dos bebês, a partir dos 6 meses de vida, para amenizar possíveis alergias no futuro. É bom que os pais saibam que ainda não existe um consenso sobre o assunto.

Consultoria: Fatima Rodrigues Fernandes, a pediatra e alergista do Hospital Infantil Sabará.

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