Criança

Abre a boca!

Dificuldade alimentar atinge até 67% das crianças em todo o mundo

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

A dificuldade alimentar é, resumidamente, um problema que afeta negativamente na alimentação e na nutrição da pessoa, podendo causar, entre outras coisas, o baixo ganho de peso, o menor crescimento da criança e um pior desenvolvimento psicossocial e mental. A incidência do problema entre as crianças é alta, entre 40% e 67%, em todo o mundo. No Brasil, uma pesquisa realizada com 947 mães revela que 51% das mulheres acreditam que os filhos não comem bem.

Este é um assunto complexo, já que pode surgir de diversas formas. Em evento realizado pela empresa Abbott, empresa global especializada em saúde, nutricionistas e médicos revelaram causas e perfis das crianças que sofrem com o problema, que são:

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  • Falta de apetite por agitação;
  • Falta de apetite por comportamento: choro que interfere a nutrição;
  • Falta de apetite por interpretação equivocada dos pais;
  • Falta de apetite por ingestão seletiva (chamados criança picky eater);
  • Falta de apetite por fobia à alimentação (a fobia é causada por um trauma que a criança pode criar no início de sua alimentação pastosa, principalmente, ou por um caso específico de sua experiência alimentar).

Os perfis são mais diversos, mas uma criança pode apresentar um, dois ou três desses perfis misturados, causando a dificuldade na hora de se alimentar e garantir, assim, os nutrientes necessários para a saúde e o desenvolvimento. “Os perfis mais comuns são as crianças seletivas, chegando a comer apenas 20 tipos de alimentos, e as crianças agitadas, que não conseguem se concentrar”, de acordo com o médico Daniel Magnoni, o “Dr. Gourmet”, autor do livro “Os segredos do Dr. Gourmet” da editora Matrix.  

 

Um das grandes reclamações das mães entrevistadas é a dificuldade em encontrar orientação correta para resolver o problema.  Das mães ouvidas no levantamento brasileiro, 70% procuraram um pediatra para resolver o problema, mas apenas 11% disseram ter obtido uma orientação satisfatória.

Como reagir?

Segundo os especialistas da Abbott, algumas mudanças de comportamento são fundamentais, entre elas evitar distrações nos horários da refeição, o encorajamento da fome e o limite do tempo para a alimentação (deixando claro para a criança que aquele momento é para comer).

Além disso, eles apontam a possibilidade de reeducação nutricional, com o oferecimento de alimentos diversos todos os dias, e a “naturalização” do tema, ou seja, tratar de forma neutra o assunto, mostrando exemplo para os filhos de alimentação saudável (vendo os pais comerem, fica mais fácil para aceitarem comer).  Os pais devem ser persistentes ao ensinar hábitos saudáveis aos filhos. Uma sugestão é introduzir novos alimentos, tentar com que a criança prove as novas preparações e oferecê-los diversas vezes, até que o novo se torne habitual.