Criança

A dor do crescimento realmente existe?

Esse tipo de queixa é comum nos consultórios dos ortopedistas infantis

Redação Pais&Filhos

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Esas queixa é muito comum nos consultórios de ortopedistas infantis (Foto: Shutterstock)

Essa queixa é muito comum nos consultórios de ortopedistas infantis (Foto: Shutterstock)

Quem tem filhos sabe que chega uma certa idade, eles começam a reclamar de uma dor que parece muscular, geralmente nas pernas. E depois de uma avaliação médica, quando não for diagnosticado nenhum problema de saúde, a resposta que surge é a dor do crescimento. Mas será que ela realmente existe?

Existem muitas teorias sobre a origem da “dor do crescimento”. Dentre elas há a que relaciona as dores com distúrbios emocionais que são fruto de alguma situação de difícil adaptação, como o nascimento de um irmãozinho ou início da vida escolar. Também existe o fato de que geralmente a criança que tem as dores possui pais que tiveram sintomas semelhantes na infância, e talvez, ela possa ser crônica.

“Alguns médicos acham que este desconforto se dá, porque os ossos tendem a crescer mais rápido que músculos e tendões”, diz Marcelo Reibscheid, pediatra no hospital São Luiz, pai de Bruno e Theo. Porém o que existem são apenas teorias.

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“Essas dores, apesar de serem descritas há muito tempo, até hoje não há comprovação de causa ou de que exista relação com o crescimento”, afirma o doutor em ortopedia Alberto Miyazaki, chefe do grupo de Ombro e Cotovelo da Santa Casa, e pai de Barbara, Ahlys e Derek.

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Embora nenhum estudo comprove a origem dessas dores, elas ocorrem com frequência, normalmente entre crianças de 3 a 12 anos. “Em geral a dor se manifesta nas coxas, nos joelhos e nas pernas. Raramente, ouvimos a criança reclamar de dor nos membros superiores”, diz Alberto.

“O meu filho, Miguel, reclama quase sempre de dor no joelho e a médica me disse que era a tal dor do crescimento”, comenta Tabyta Aguiar, mãe de Miguel, Melissa e Murilo. Ela nos disse que para aliviar a dor, faz massagem ou coloca as crianças embaixo da coberta para esquentar. “Eles dizem que melhora”.

A “dor do crescimento” tende a se repetir várias vezes durante a infância, mas costuma durar pouco tempo, no máximo 30 minutos, depois vai embora e no dia seguinte a criança está bem. “Se a dor for muito forte, a mãe pode fazer compressas de água morna ou massagem. Em casos mais graves é bom procurar um profissional que pode prescrever algum tipo de analgésico”, aconselha o ortopedista.

“Eu costumo dizer que dor de verdade limita e não deixa a criança fazer alguma atividade, considero a dor do crescimento mais uma sensação dolorosa”, diz o pediatra Marcelo. O médico explica que utiliza esse termo, porque a dor do crescimento não pode impedir a criança de se locomover ou realizar alguma atividade. Caso isso ocorra os pais devem ficar atentos.

É importante saber diferenciar essa dor de um sintoma mais sério, por isso o pediatra alerta. “Caso apareça febre, vermelhidão, mal estar, cansaço excessivo ou qualquer outro sinal que permaneça por muito tempo, poderá ser algo a mais”, afirma o pediatra. Se você identificar algum desses sintomas, o melhor a fazer é procurar por um especialista. Já a dor do crescimento é normal e não precisa ser motivo de preocupação.

* Por Jessica dos Anjos, filha de Adriana e Marcelo

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