Criança

5 soluções para a hora de comer

Entenda alguns dos problemas mais comuns no momento das refeições e saiba como lidar com eles

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

1. Meu bebê regurgita

Idade: do nascimento aos 6 meses

Quase todas as crianças regurgitam, explica Susan B. Roberts, PhD, professora de nutrição na Tufts University e autora do livro Feeding Your Child for Lifelong Health. Segundo ela, isso geralmente acontece porque o sistema digestivo do bebê ainda é imaturo. O esfíncter esofagiano – aquele músculo que prende o conteúdo estomacal–ainda não fecha de forma tão firme e, por isso, é natural que a comida ingerida pelo bebê volte.

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Em geral, isso não é motivo de preocupação. Se o seu filho está ganhando peso suficiente e se o pediatra diz que ele está se desenvolvendo bem, então certamente está comendo o bastante. A sugestão é manter o bebê numa posição semiereta durante a alimentação e fazê‐lo arrotar.

Fique atento se o excesso de regurgitadas for algo muito incômodo ao bebê, pois ele deve passar por uma consulta com o pediatra, que pode indicar um antiácido. A boa notícia é que não é preciso entrar em pânico: felizmente, a maioria das crianças para de regurgitar entre os 6 meses e 1 ano.

2. Introduzindo alimentos sólidos

Idade: de 4 a 12 meses

Quando os bebês começam a descobrir os alimentos sólidos, eles podem passar a beber cada vez menos leite materno ou fórmulas, e isso acaba deixando os pais confusos, afinal, o que é mais importante: os nutrientes do leite ou da comida?

Esse é um dilema que muitas mães enfrentam. Por isso, é sempre essencial lembrar que, mesmo nessa fase, o leite materno ainda é parte muito importante da dieta infantil, especialmente porque a gordura do leite contribui para o desenvolvimento do cérebro. Além disso, o cálcio ajuda na formação de dentes e ossos mais fortes. Dessa forma, os pais devem entender que é seguro e saudável reduzir aos poucos a quantidade que o bebê mama.

Os alimentos sólidos entram na alimentação no segundo momento. A razão? Se o seu bebê está com muita fome, ele pode ficar distraído e não se concentrar nos pedaços de comida em sua boca, rejeitando-os. Listamos alguns parâmetros para ajudar você a determinar a relação diária entre a quantidade de leite e de sólidos para o seu filho. Nota: uma porção média de comida para bebês tem, em geral, entre 35 e 50 calorias.

Aos 6 meses

Até 100 calorias de sólidos. De 50 a 150 minutos de amamentação; 0,87 kg a 1,18 kg de fórmula.

Aos 9 meses

De 200 a 300 calorias de sólidos.

De 40 a 120 minutos de

amamentação; de 0,75 kg
a 1,06 kg de fórmula.

Aos 12 meses

De 300 a 500 calorias de sólidos.

De 10 a 90 minutos de

amamentação; 0,62 kg a 0,93 kg de fórmula.

3. Meu filho “belisca” o dia todo

Idade: de 10 meses a 2 anos

Nada é mais animador para uma criança do que descobrir sua mobilidade, por isso, a maior parte daqueles que já engatinham ou andam prefere se movimentar a permanecer sentado comendo. E, como eles ainda têm um estomago pequeno, comer pequenas porções ao longo do dia já é suficiente. Entretanto, Roberts alerta que pode ser difícil apresentar comidas saudáveis a crianças que beliscam o tempo todo. A dica para mães de pequenos que apresentam esse comportamento é considerar cada lanche feito ao longo do dia parte de uma refeição completa, além de escolher lanches ricos em vitaminas e minerais.

 Lembre-se ainda de que nunca é tarde para começar a desenvolver bons hábitos de alimentação e, para isso, estudiosos recomendam que toda a família se sente à mesa pelo menos para fazer uma refeição por dia.

Então, continue tentando fazer seu filho parar na cadeira, nem que seja por alguns minutos. Por volta dos 2 anos de idade, tente animá-lo a passar mais tempo sentado, estabeleça a hora do lanche apenas duas vezes por dia e ofereça uma ampla gama de escolhas na hora das refeições.

4. Minha criança come muito num dia e, no outro, nada

Idade: de 12 meses a 3 anos

De acordo com experts da nutrição, não há motivo para se preocupar. Em geral, crianças são melhores que os adultos para monitorar a fome. Enquanto nós comemos porque a comida está na nossa frente ou porque estamos entediados, elas prestam mais atenção no apetite. Além disso, o segundo e o terceiro ano de vida são períodos propícios para os surtos de crescimento que podem incentivar o que parece, às vezes, uma compulsão alimentar. Mas fique tranquila e não se torture, pois esses episódios vêm e vão conforme seu filho cresce.

A porta-voz da American Dietetic Association, Kathleen Zelman, recomenda que os pais estabeleçam um limite de tempo razoável para que a criança coma a refeição e que fiquem atentos à quantidade de calorias ingeridas por meio dos líquidos, já que leite ou suco em excesso podem acabar com o apetite por comida. O ideal é substituir o suco por água e, aos poucos, diminuir a quantidade ingerida.

5. Meu filho é um “picky eater”

A expressão significa “comedor seletivo”. Às vezes, os pequenos escolhem algumas comidas favoritas e, então, não comem mais nada. A ideia de viver com apenas um alimento por meses parece impossível para um adulto, mas, para algumas crianças, é parte da rotina. Devido à preferência por aquilo que é mais familiar, comer sempre a mesma coisa em todas as refeições é uma fonte de conforto. Além disso, Zelman explica que insistir em uma comida e recusar todas as outras é também uma forma de as crianças testarem os limites dos pais.

O ideal, então, é tentar não se mostrar tão preocupado, pois isso pode fazer com que as crianças usem a comida para chamar a atenção. Se preferir, mantenha um diário de tudo o que é ingerido durante uma semana ou duas e mostre ao pediatra. Assim, ele poderá ajudar você a determinar se seu filho está comendo o suficiente. Zelman recomenda aos pais que continuem a introduzir pequenas quantidades de novas comidas no prato junto dos alimentos favoritos e que não pressionem seu filho. Eventualmente, a curiosidade natural o fará provar novas opções.