Criança

10 coisas para fazer com seus filhos antes que eles cresçam

Se a gente fosse enumerar tudo o que deve ser feito antes de os filhos crescerem, a lista seria infinita. Por isso, fizemos uma pequena e fácil

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

A jornalista, blogueira e colunista da Pais & Filhos Nanna Pretto, mãe do Gabriel e do Rafael, acaba de lançar um livro com 101 itens na lista de coisas para fazer com os filhos. A gente resumiu em 10, mas queremos que você faça mil, se conseguir. A infância passa rápido e é bom aproveitar muito. Esta lista é um ponto de partida. Comece com ela e depois faça a sua.

“Cresci em cidade de praia, com muitos em volta, rodeados de atividades simples. A gente se divertia muito catando pedra, fazendo corrida de tampinha na areia, castelo, comidinha, cabana, jogando baleado ou fazendo guerra de frutas”, conta Nanna. Foi daí que veio a inspiração para  aobra 101 Coisas para Fazer Com Seus Filhos Antes Que Eles Cresçam, da Editora Hunter Books.

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Com o filho, ela ainda não fez todas. Por enquanto, marcou umas 80 no check-list, entre elas tapar a lua com o dedo, dormir todo mundo junto e fazer cabana na sala. Maneiras deliciosas de fortalecer o vínculo com eles. O livro traz ainda ideias como troca de cócegas, tocar o rosto de olhos fechados e encarar até um dos dois abrir um sorriso. Aproveite as férias e comece já a colocar a sua lista em prática.

1) Deixar uma surpresa ao lado da cama

Foi comprovado, acordar e ter uma boa surpresa ao lado da cama melhora em 100% o dia. Para a criança, 1000%. Surpresas quebram a rotina. Elas já acordam espreguiçando, prontas para colocar o chinelo e achar a mãe ou pai, no entanto deparam com um embrulho. Com dificuldade, tentarão lembrar em que mês e dia estão – Natal, aniversário ou Dia das Crianças. Ao perceberem que se trata de uma surpresa, encherão os olhos.

2) Ouvir o mar na conchinha

Toda criança tem de ter a chance de fazer uma chamada para o mar. E isso é possível com o uso de uma conchinha. É por ela que se pode ouvir o mar, e cada um interpreta a conversa de um jeito. Alguns ouvem as ondas correndo, outros ouvem apenas um balanço lento de águas, algumas vezes aparece um canto de pássaro de fundo. Portanto, tratem de realizar esse feito. Se existir somente uma concha, quem está ouvindo não pode demorar, o outro não quer ficar de fora desse bate-papo.

3) Derrubar sequência do dominó

Enfileirem as pedras do dominó com proximidade mínima, será mais legal com uma fila longa, com pelo menos cinco caixas de dominó. Cada um colocará uma peça. Antes de chegar a hora esperada, os dois já estarão pensando quem será o felizardo para iniciar a derrubada. Pais, sejam gentis, deem a vez ao filho ou à filha.

4) Tapar a lua com o dedo

Que tal provocar um eclipse? Vocês conseguem. Posicione as mãos mais ou menos na direção da Lua, a distância permitirá a redução desse astro gigante. Podem tocá-lo, sintam em suas mãos, só não a deixem escapulir com as estrelas que a chamam. Assumam que tudo é possível, depende apenas do ponto de vista. Melhor, a posição da vista com que se enxergam as coisas. Veja a Lua entre os dedos, seu brilho causará um belo teatro de sombras ao ar livre.

5) Levá-lo ao trabalho

Pode ser que eles pensem que seja uma caverna de adultos, um parque para gente grande ou uma máquina que gente de gravata mexe para ganhar dinheiro. Tente, pelo menos uma vez, levá-lo a esse esconderijo. Ele se sentirá como parte de sua vida, de fato. É possível que em casa ele reproduza algumas atitudes, pegará os seus óculos e dirá: “O relatório está aqui”.

6) Permitir o que é proibido

Parece que crianças buscam o proibido desde que nascem. Ainda mais quando lhe dizem que algo não pode ser feito. “Por quê? Por quê? Por quê?” Por que não fugir à regra? Só uma vez (ou outra). E pais cúmplices é mais legal, quebra quela pose rígida que se vê no imaginário familiar. Afinal, deixar o menino comer bolacha depois de escovar os dentes, não doerá muito. “Pode, vai”.

7) Dançar solto como se ninguém estivesse olhando

A dança é o movimento da alma, liberem emoções, mexam os quadris. Vale copiar a ginga de famosos, mas, se fizerem a própria coreografia, ficará perfeito. Pais, acompanhem a energia dos seus filhos, nada de colocar culpa nas juntas ou no tempo aposentado. Filhos, acompanhem os passos dos pais. Vocês estão num ato único, esqueçam a plateria, não se preocupem com os aplausos… Dançarinos como vocês tendem a ganhar os céus.

8) Ter um esconderijo

Alguns tiveram o privilégio de ter casa na árvore, mas, caso não tenha sido você, não fique triste. O essencial é ter um lugar para os dois, onde possam se encontrar secretamente, sem que ninguém interrompa. Esconderijos enchem pensamentos infantis, são casas de heróis e de seres poderosos, e com certeza vocês se sentirão como um deles… quando, longe de tudo, vocês estiverem neste canto, onde as horas não passam e ninguém invade.

9) Encarar, até um dos dois abrir o sorriso

Esta prática envolve concentração. Pense na variedade de imagens na mente de uma criança ao ser encarada pelo pai ou pela mãe. Normalmente imagens de bronca, entre outras atitudes chata. Aqui é diferente, será um jogo de controle emocional. Olho no olho, lábios fechados, caras sérias. Isso deve ser mantido até um explodir em sorrisos. O silêncio será quebrado depois, e alegrias (entre tons graves e agudos) devem gritar, fazendo com que ambos saiam ganhando.

10) Comer pastel na feira (ir à feira)

Há de expor que o mundo não gira apenas em torno de modismos, e que há também o popular – o simples, porém aconchegante. A feira expressa muito bem essa ideia, em meio a bancas, gritos dos feirantes e bordões como “Moça bonita não paga, mas também não leva”. Os pequenos verão graça nesse planeta, e devem estar à vontade na ocasião – no máximo chinelo e regata. Certamente não resistirão à barraquinha do pastel, e quem irá dizer que não há razões para ir à feira?

Sobre a autora

Nanna Preto é baiana, mas mora em São Paulo. Começou a carreira de jornalista cobrindo mercado financeiro, depois enveredou para o mundo dos esportes. Em 2008, organizou a agenda para ter mais tempo para o filho e o marido, sem deixar de lado o trabalho como jornalista. É autora do blog Dica de Mãe (didcademae.com), cuja ideia surgiu para contar à família, que mora em Salvador, o que estava acontecendo com o Gabriel. Depois, acabou virando um canal de interesse para outras mães, em que conta suas experiências de morar longe da família, não ter babá e criar o filho só com o marido. O blog tem uma categoria que chama “100 coisas” onde Nanna posta o que fazer com as crianças.

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